Gestão - Alimentos & Negócios

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Produtos Orgânicos - Bom Negócio para o Setor de Restaurantes






A onda dos alimentos orgânicos, vem conquistando cada vez mais adeptos no Brasil, a exemplo do que já ocorre há algum tempo na Europa. A crescente preocupação com os hábitos alimentares e a busca por produtos saudáveis, livres de resíduos químicos, surge como uma ótima oportunidade de negócios para os empresários do setor de restaurantes.
 
 
Mercado



Na parte de produtos, o mercado também é aquecido. Nos últimos dez anos, o setor registrou crescimento de 870%. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos e Para Fins Especiais (Abiad) demonstram que, este ano, o volume de negócios deve crescer 30% e o faturamento chegar a cerca de US$ 3 bilhões.

E não são apenas os supermercados que abriram as portas para esse tipo de alimento. Já existem restaurantes adotando ingredientes sem agrotóxicos em seus cardápios. É uma boa oportunidade para abrir um restaurante que ofereça pratos com esses produtos.

Uma das vantagens dos orgânicos é que eles demoram mais a perecer do que os produtos com agrotóxicos, o que diminui os desperdícios, mas é preciso ter muito cuidado na hora de selecionar os fornecedores.

Os produtos orgânicos devem ser certificados por entidades e em geral são de 30% a 40% mais caros que os tradicionais. Por isso, apesar de se conservarem por mais tempo, o empresário não deve manter uma quantidade muito grande em estoque, sob pena de ficar com capital empatado. Por exemplo, a entrega de verduras, legumes e frutas deve ser diária. Elena recomenda substituir produtos que estejam na entressafra.

Além do restaurante, é interessante manter no mesmo endereço, uma loja e uma lanchonete de produtos naturais, que ajudam a reforçar o caixa.


Localização


A localização é determinante para os negócios. É preciso atender bem, fidelizar os clientes e oferecer um ambiente familiar, mas de bom gosto.


Começando

- É preciso ter muito cuidado na hora de selecionar os fornecedores. Os produtos orgânicos devem ser certificados por entidades representativas do setor.

- Os produtos orgânicos em geral são de 30% a 40% mais caros que os tradicionais. Por isso, apesar de se conservarem por mais tempo, o empresário não deve manter uma quantidade muito grande em estoque, sob pena de ficar com capital empatado.

- Alguns pontos importantes para um bom desempenho do negócio são produtos com boa aparência e qualidade, cardápio variado, rapidez no atendimento, preços acessíveis, muita higiene e limpeza.

- Para montar um restaurante orgânico, é essencial que o ponto esteja instalado em um lugar movimentado, já que em pequenos bairros não há mercado consumidor suficiente. - A estocagem dos alimentos requer local seco, fresco e limpo.

- Utilize prateleiras para guardar todos os produtos e conserve em armazenamento apenas os alimentos que não são perecíveis.

- Procure uma combinação criativa de, pelo menos, oito pratos quentes, dez frios e ainda ofereça variedades de sobremesa.


 
 
Fonte:
 


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Açúcar Sustentável

Quem pensou em ouvir essa ( nesse caso aqui, ler)? Pois bem, essa é uma novidade que está chegando ao mercado. Quem deve ter gostado mesmo dessa novidade foi o meio ambiente. Já que o padrão Bonsucro utiliza o melhor manejo da cana-de-açúcar, onde é identificado e tratado os principais impactos sociais e ambientais da produção de cana-de-açúcar, entre eles as áreas como ao que refere a adequação da legislação, impactos provocados pela biodiversidade e os ecossistemas, direitos humanos, produção e processamento.

Está em São Paulo a primeira fábrica a ter sua produção de cana-de-açúcar certificada pelo novo padrão de sustentabilidade Bonsucro. “Isto provocará uma mudança definitiva na indústria de cana-de-açúcar”, afirma Kevin Ogorzalek, presidente do Conselho da Bonsucro e também coordenador do programa do WWF-EUA.

“O açúcar é onipresente em nossa vida – na mesa, nas bebidas e alimentos que ingerimos. A cana-de-açúcar também está cada vez mais presente nos tanques de gasolina. Este é o motivo pelo qual a Rede WWF trabalha com influentes líderes de mercado para fazer com que commodities chaves, como a cana-de-açúcar, sejam cultivadas de uma maneira que assegure o uso mais sustentável dos recursos naturais. Por meio de abordagem baseada no mercado, a Rede WWF continuará a trabalhar junto com a indústria para a adoção do padrão e assim ajudar a conservar habitat essenciais, que estão no cerne de nossa missão.”


A cana-de-açúcar é um dos cultivos mundiais que tem mais sede e sua produção pode ter grandes impactos globais sobre o abastecimento e a qualidade da água e os ecossistemas nos quais ela é produzida. As principais áreas de produção de cana-de-açúcar incluem regiões importantes para a biodiversidade mundial como, por exemplo, a Mata Atlântica e o Mekong (no Sudeste Asiático). A cana-de-açúcar é usada como açúcar de mesa e na produção de alimentos, bebidas adoçadas, ração animal, melaço de cana, bioeletricidade e biocombustíveis.


A primeira certificação de acordo com o padrão de sustentabilidade ambiental e social da Bonsucro é a da usina Raízen Maracaí, com uma produção de mais de 130 mil toneladas de açúcar e 63 mil metros cúbicos de etanol. O primeiro comprador do açúcar certificado foi a engarrafadora local da Coca Cola.


Bonsucro é uma iniciativa mundial por parte de múltiplas partes interessadas para reduzir os impactos ambientais e sociais da produção de cana-de-açúcar. Ela foi desenvolvida a partir de outro movimento mais antigo, a Iniciativa pela Melhor Açúcar-de-Cana, da Rede WWF...


“Como parte de nossos esforços para tornar sustentável a base do mercado mundial de açúcar, o foco da Rede WWF será, agora, trabalhar junto aos produtores para promover a certificação conforme o padrão Bonsucro, bem como trabalhar com os líderes da indústria e com seus principais compradores para que eles assumam o compromisso em relação a seus fornecedores”, disse Ogorzalek.


“O Brasil demonstrou ter grande liderança ao fazer com que a indústria se aproxime de um modelo de negócio mais sustentável. A Rede WWF continua compromissada com o trabalho junto às partes interessadas nessa região para monitorar e continuar a aperfeiçoar os padrões, e garantir que eles resultem, efetivamente, na conservação do meio ambiente.”


“Considerando a demanda por água da lavoura de cana de açúcar, a certificação é um alento para o futuro mais sustentável do cultivo, para fazer frente às necessidades globais de biocombustíveis, que certamente irá alavancar o cultivo de cana”, disse Samuel Barreto, coordenador do Programa Água para a Vida, do WWF-Brasil. Além disso, segundo Barrêto, o estimulo à participação é da cadeia produtiva é fundamental para estimular e promover boa governança nas bacias hidrográficas.


Para o coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente, do WWF-Brasil, Cássio Franco Moreira, coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil, trata-se de um avanço considerável para garantir a sustentabilidade ambiental futura da produção de açúcar e etanol.


“Para o Brasil, é a melhor maneira de aproveitar de forma racional e sustentável sua inequívoca liderança nestes segmentos”, avaliou Cassio Moreira. Franco Moreira coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil.


 
Fonte: http://bagarai.com.br/acucar-sustentavel-chega-ao-mercado.html

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Alimentação saudável impulsiona mercado de franquias

A crescente conscientização sobre a importância da alimentação saudável, associada à falta de tempo de boa parte da população das grandes metrópoles, está impulsionando negócios na cadeia de franquias ligadas à alimentação saudável – entre eles, os que ofertam sanduíches, mate, sucos e iogurtes.

Embora não tenha um levantamento específico sobre o segmento, a ABF (Associação Brasileira de Franchising) vê grande crescimento de redes preocupadas em oferecer alimentação rápida, saudável e, se possível, nutritiva.

Conciliar a alimentação rápida, na rua, próximo ao trabalho, com o conceito de saudabilidade é algo relativamente recente no Brasil. Uma das causas é o crescente índice de problemas de saúde decorrentes de má alimentação. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há cerca de 17 milhões de obesos no Brasil. A professora da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Livia Barbosa, explica que, apesar de existir algum preconceito sobre o mercado de produtos e alimentos saudáveis - alimentos considerados sem sabor por muitos -, o segmento deve continuar crescendo. "Existe uma pressão crescente, tanto do ponto de vista dos novos valores quanto de políticas públicas, para minimizar problemas de saúde causados por má alimentação", avalia.

O diretor da empresa ECD Food Service, Enzo Donna, lembra uma pesquisa do Instituto Ipsos OTX, de 2009, que aponta 34% dos entrevistados no mundo levando em conta a saudabilidade como razão para escolher o que comer. Outros 34% responderam que simplesmente comem o que gostam, sem a preocupação saudável. O número não parece muito alto, mas, levando em conta que em 2007 o número de pessoas que optavam por alimentos saudáveis era de apenas 16%, se configura uma nova tendência. "O discurso sobre alimentação saudável atender a expectativa do público é crescente, mas essa ideia precisa vir agregada de prazer, então, o maior desafio dessas redes é apresentar um produto gostoso que não seja prejudicial à saúde", diz o analista.

Donna dimensiona o crescimento do mercado de saudabilidade em até 18% por ano e lembra que até as redes mais tradicionais de fast food entraram ou estão entrando de alguma forma na onda da saudabilidade. "Redes como o McDonald's e o Bob's implantaram gradualmente opções de salada, frutas e sucos em seus cardápios. Podem até ser itens usualmente pouco escolhidos pelos clientes dessas marcas, mas desempenham um papel importante na formação da imagem de uma empresa consciente e preocupada com a saúde", explica.

Entusiasmo

As redes não perdem tempo e avançam rapidamente para atender ao mercado. No setor de frozen yogurt, por exemplo, a ABF já contabiliza 14 empresas de franquia e mais de 250 lojas espalhadas pelo país. O entusiasmo do setor de alimentação saudável cresce ainda mais, com a perspectiva de um anúncio do Ministério da Saúde nos próximos meses, que prevê a redução das taxas de sódio, açúcar e calorias dos alimentos no Brasil. Apesar da ideia, o programa será desenvolvido por meio de incentivos e não de exigências, para não entrar em nenhum confronto com a indústria alimentícia.

O diretor de franquias do Rei do Mate, especializada na oferta de mate e variáveis envolvendo o produto, João Baptista, analisa que nos últimos anos a crescente preocupação com alimentação saudável é notada e está gerando um consumidor mais consciente e crítico. "Isso obviamente só nos fortalece, porque cria uma conscientização coletiva sobre o assunto e gera ainda mais oportunidades em todo o mercado". O Rei do Mate já é a 7ª maior rede de alimentação brasileira, e se a análise usar como critério somente as cafeterias, é a 2ª, e já conta com mais de 270 lojas espalhadas por 17 estados do País.

Segundo o executivo, a média de avanço no número de unidades da rede é de 25 por ano, e há ainda muito espaço para a alimentação saudável crescer. Mesmo assim, o crescimento do mercado, por si só, segundo o executivo, não foi suficiente. "Nos últimos anos reposicionamos nossa marca, mudamos nosso layout, rejuvenescemos a nossa marca e melhoramos nossa comunicação de massa. Esse público que busca alimentação saudável é mais participativo e é necessário envolvê-lo nesse processo de desenvolvimento de produtos e marcas", afirma.

Oportunidades

O setor de alimentação saudável oferece dúzias de possíveis negócios – são sucos, mates, chás, sanduíches, wraps, iogurtes, entre outros itens com marcas espalhadas pelo país à disposição de interessados. Mas é necessário prestar atenção a alguns detalhes na hora de apostar em um empreendimento como a franquia de alimentação saudável. Enzo Donna orienta os executivos a pensarem muito antes de agir. "Pense em cada detalhe, avalie o cotidiano do segmento, pesquise o mercado, confira se a linha de produtos não está saturada ou próxima de saturar e avalie a recepção do público. Vale muito mais a pena gastar mais tempo e dinheiro planejando do que registrar prejuízo depois", pondera.

Quem está de olho em franquias do segmento também não deve se descuidar do planejamento financeiro para o início do negócio e avaliar se ele conta com alguma sazonalidade – caso dos frozen iogurtes, que tem menos vendas no inverno. Segundo o site da Associação Brasileira de Franchising, os custos variam muito, de acordo com a marca e o negócio a ser operado, mas costumam ficar entre R$ 70 mil e R$ 1 milhão.

Veja alguns custos (envolvendo taxa de franquia, capital para instalação e capital de giro) estimados pela associação para abrir franquias:

* Rei do Mate - R$ 150.000 a R$ 299.500

* Megamatte - R$ 128.000 a R$ 250.000

* Subway – R$ 270.000 a R$ 440.000

* Tutti Frutti Frozen Yogurt – R$ 500.000 a 600.000

* Yoggi – R$ 325.000 a R$ 385.000

* Wraps – R$ 410.000 a R$ 450.000

* Salad Creations – R$ 215.000 a R$ 425.000

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Padarias Inovando



Hoje em dia, em pleno século 21, faz um tempo que as padarias estão se modificando e inovando. Nas padarias não se vende somente os pãozinhos frescos como antigamente.

A ambientação também mudou, está mais aconchegante e moderna. Nas pratileiras, pode-se encontrar do pão à outras diversidades alimentícias... Como também é possível encontrar jornais e revistas, caso tenha mais um tempo depois de um cafezinho, por exemplo, para se informar das notícias do dia. E isso é encontrado sem você precisar sair da padaria. Imagino só o meu avô o que diria se entrasse em uma padaria dessa, ele iria querer morar nela.

Mas as inovações são precisas, visto que, o mercado vem se modificando e o pão por si só não traria um lucro tão desejável e vantajoso. Por isso, agregar outros produtos e investir em equipamentos e estrutura é um sinal de que o negócio venha a faturar. E as inovações tem dado certo e vem atraído mais consumidores e fiéis ao negócio.

O investimento que tem sido feito por muitas panificadoras é justificado pelo baixo consumo de pães no país, segundo o sindicato das padarias do estado de São Paulo, um dos organizadores da maior feira da América do Sul, a Fipan...

No mercado

Atualmente, há no país perto de 63.200 padarias, frequentadas diariamente por cerca de 40 milhões de pessoas. Esses números representam um faturamento anual da ordem de R$ 44,98 bilhões, segundo o sindicato das panificadoras.

"Nosso setor tem crescido em 6% ao ano e representa, hoje, 2% do PIB nacional. Esse mercado que se modifica diariamente, com as novas exigências dos consumidores, precisa também de mão de obra qualificada, que prepare o principal alimento com segurança e higiene", disse Pereira.

Preço do pão

Apesar da ampliação dos serviços, aumentar os preços dos pães franceses não está nos planos das padarias. De acordo com o presidente do sindicato das panificadoras, o preço deverá ficar estável, tendência verificada nos últimos três anos. Hoje, no estado de São Paulo, é possível encontrar o quilo do pão sendo vendido de R$ 4,50 a R$ 9.


Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/cotidiano/com-consumo-estagnado-paozinho-perde-espaco-nas-padarias/35894/

Fonte da Imagem: http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/07/com-consumo-estagnado-paozinho-perde-espaco-nas-padarias.html

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Prévia do IBGE mostra inflação de 5,79% no ano



A prévia da inflação oficial (IPCA-15) fechou 2010 com taxa acumulada de 5,79%. O número é maior que o de 2009, quando a inflação somou 4,18%, segundo o IBGE.

Os alimentos e bebidas foram os itens que mais puxaram o índice de preços neste ano. Em 2010, esse grupo teve alta de 10,16%; em 2009, o aumento dos alimentos não foi além dos 3,08%.

Entre os produtos alimentícios, as carnes foram os grandes vilões do bolso. No ano, o preço médio da carne teve alta de 30,52%. O custo da refeição em restaurante subiu 10,50% no ano.

Em dezembro, porém, o indicador mostra que já está havendo desaceleração dos preços dos alimentos.


Fonte no titulo da postagem.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Quem não gosta de sorvete não tem visão do que é bom!

Quem não gosta de sorvete não tem visão do que é bom! Ou seria sabor? Pode ser os dois, dependendo do ponto de vista!

O SORVETE sem dúvida e umas das delícias mais requisitadas no mundo todo. E nesse calor então nem se fala, privilégio para nós, país tropical! Não é a toa que sorvetes são bons tanto para quem consome quanto para quem vende. Os números não negam, Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis), a expectativa é de que o setor atinja um bilhão de litros produzidos até o final deste ano. Haja sorvetes. Desde 2002, o consumo de sorvetes no Brasil cresceu 39,5%, passando de 713 milhões de litros/ano para 995 milhões de litros/ano. Já o consumo per capita teve um aumento de 28,71%, saindo de 4,04 para 5,20 litros/ano. Atualmente, o mercado de sorvetes no Brasil movimenta cerca de R$ 2 bilhões por ano e é representado por 10 mil fabricantes, 90% de micro e pequenas empresas. Hoje, os picolés representam 19% do mercado, aproximadamente 191 milhões de litros. O sorvete soft vem ganhando espaço e é responsável por 9%, enquanto os sorvetes de massa ficam com 72% do total, um volume estimado em 718 milhões de litros.

De acordo com dados do Euromonitor, os 10 sabores mais consumidos no mundo são: Chocolate (21%), Baunilha (13,7%), Morango (6,3%), Caramelo (4%), Limão (3,1%), Framboesa (2,5%), Laranja (2,5%), Café (2,4%), Foundant (2,2%) e Amêndoa (2%). No Brasil o ranking é um pouco diferente: Chocolate (28,8%), Baunilha (10,3%), Morango (9%), Creme (3,8%), Caramelo (3%), Coco (3%), Abacaxi (2,2%), Passas (2,2%), Maracujá (1,9%) e Rum (1,9%).

A ABIS vem trabalhado em busca de uma conscientização popular de que o sorvete não é apenas uma guloseima, mas sim um alimento nutritivo e que pode fazer parte do cardápio do dia-a-dia do brasileiro. “É um alimento completo, pois contém proteínas, açúcares, gordura vegetal e/ou animal, vitaminas A, B1, B2, B6, C, D, K, cálcio, fósforo e outros minerais essenciais em uma nutrição balanceada”, diz Weisberg.

A tendência do setor aponta para a entrada definitiva do produto no rol dos alimentos lácteos, já que os sorvetes podem atingir 135mg/100g de cálcio, o que representa de 8 a 16% da dose diária recomendada. Uma opção principalmente para as pessoas que por hábito, gosto ou intolerância à lactose, não ingerem lacticínios na quantidade necessária. E para quem gosta de associar saúde e prazer.

E para quem quer uma fatia no mercado deve ficar atento as exigências do consumidor. Novidades não faltam para agradar paladares dos tradicionais como dos mais exóticos. Sorvetes de raízes como mandioca, a frutas não muito comuns fazem a cabeça de muitos consumidores.

Em Maceió, uma sorveteria tem sido uma das pioneiras, quando se fala em atender à todos tipos de gostos. Inaugurada no dia 28 de dezembro de 1990, a Sorveteria Bali nasceu do sonho de apresentar aos seus clientes o melhor sorvete artesanal, sempre dentro dos mais rígidos e completos padrões de higiene e tecnologia.Além da qualidade, o local se destaca pela frequência com que novos sabores são incorporados à lista.  A Sorveteria Bali, considerada a melhor da cidade, sempre trás novidades, sempre como ingredientes frutos da amazonas e da região. Entre a imensa lista (mais de 70) estão os de Açaí com guaraná, Blueberry (amoras azuis), Amarula, Lambada, Milho Verde, Nozes, Mel com pólen, Café Moka, Amoras ao creme. A lista completa:  http://www.sorvetesbali.com.br/sabores.htm  

Por isso afirmamos: Quem não gosta de sorvete não tem visão do que é bom!

Busca por alimentação de qualidade impulsiona mercado de fast-food saudável

Rumo à terceira unidade em operação na cidade de São Paulo, o Mixirica já conta com mais cinco franquias vendidas em apenas dois meses


Inaugura nesta segunda-feira (13), a mais nova unidade do Mixirica, uma das marcas da holding de franquias multisetoriais SMZTO Participações, presidida por José Carlos Semenzato, fundador do Grupo Microlins. Localizada no shopping Metrô Boulevard Tatuapé, o Mixirica buscará atender à crescente demanda dos consumidores brasileiros por alimentação saudável e equilibrada.
As exigências da vida moderna e as longas jornadas de trabalho têm estimulado a população a tornar-se adepta da alimentação fast-food. Cerca de um quarto dos brasileiros, o equivalente a 60 milhões de pessoas, realiza refeições fora de casa diariamente, o que consome aproximadamente 30% da renda familiar destinada à alimentação. Em 2020, esse índice chegará a 50%.
Destacado por ser o mercado mais promissor no Brasil, o ramo de alimentação cresce hoje três vezes mais que o PIB nacional. Dados da empresa Enzo Food Service, consultoria especializada na área, apontam que as redes de comidas rápidas são as que mais continuarão a crescer. O aumento para este ano deve ser em torno de 18%. No ano passado o índice variou entre 14% e 16%, devido ao aumento do valor do tíquete médio que atraiu um bom fluxo de consumidores, incluindo os das classes C e D.
Outra tendência que se evidencia atualmente é a busca pela alimentação saudável. Segundo informações divulgadas no site do SEBRAE, em 2009, a busca por estes produtos aumentou 82% no Brasil.
Pensando no valor nutritivo e investindo no sabor como diferencial, o Mixirica busca suprir as necessidades alimentares de seus clientes em todas as refeições do dia. Além de um cardápio dinâmico, a rede de restaurantes possui variados tipos de sucos naturais, salada de frutas, pizzas e sanduíches que podem ser montados de acordo com o gosto do cliente.
Para Edwilson Cardoso de Sa, proprietário da unidade que será inaugurada no shopping Metrô Boulevard Tatuapé, o investimento em uma franquia Mixirica é certeza de retorno e sucesso. “Trabalhei por 24 anos na área de recursos humanos em grandes empresas, mas resolvi alçar novos voos e abrir minha própria empresa. Desde o primeiro momento que me apresentaram o Mixirica, acreditei no produto e apostei no negócio. Não tenho dúvidas de que esta marca está em um mercado que só tende a crescer, e que em pouco tempo veremos inúmeras unidades pelo Brasil”, diz.

Porque uma franquia Mixirica
Além de suporte na montagem da loja, a rede de franquias Mixirica oferece também oportunidades para aqueles que não têm experiência no setor de alimentação. “O interessado em abrir uma unidade receberá total apoio da franqueadora, como treinamentos específicos, orientação no controle de qualidade, disponibilização de cardápios e receitas online, campanhas de marketing direcionadas a cada público e região específicos, entre outros. Oferecemos uma completa consultoria para que o franqueado seja bem sucedido no empreendimento”, diz José Carlos Semenzato, presidente da SMZTO Participações.
Versátil, a franquia Mixirica apresenta diversos formatos de negócio, e atende aos mais diferentes perfis de empreendedores. O investimento varia conforme as dimensões da unidade escolhida, entre R$ 149 mil e R$ 229 mil, sem considerar investimento em ponto comercial, com expectativa de retorno em um período de 22 e 34 meses.

Informações sobre a franquia Mixirica:
(11) 3842-2935 - ligue e solicite o KIT do Investidor
Skype: jundia.smzto

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

COMO VENDER MAIS, CONQUISTAR E DOMINAR MERCADOS

11º Congresso Nacional de Vendas ®


COMO VENDER MAIS, CONQUISTAR E DOMINAR MERCADOS
 
Motivar sua Força de Vendas


- Vender Mais em Menos Tempo

- Estimular o Desejo do cliente pelo seu

Produto

- Realizar uma Gestão de Vendas Efetiva

- Anular seus Concorrentes

- Evitar a Guerra de Preços

- Criar um Diferencial de Mercado
 
 
Programação do Evento:07h30 - Credenciamento


08h30 - Marcelo Ortega - Sucesso em Vendas

09h30 - Sérgio Almeida - Como Multiplicar a Força de Vendas e os Lucros através de um

Fantástico Atendimento

10h45 - Coffee Break

11h15 - Clóvis Tavares - O Jogo das Vendas

13h00 - Almoço Livre (não incluso)

15h00 - César Frazão - Show em Vendas "Verdades, Mitos e Mentiras em Vendas"

16h00 - Cláudio Diogo - Como Formar um Time de Campeões de Vendas

17h30 - Coffee Break

18h00 - Marcelo Caetano - Chega de Desconto. Aprenda a Vender "Valor"

19h00 - Daniel Godri - Como usar a Motivação para Conquistar e Manter Clientes

20h30 - Encerramento
 
Mais informações
http://www.klatreinamentos.com.br/11congresso/07/

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Selecione as Melhores Marcas

Selecione as Melhores Marcas


Prêmio Melhores Marcas dos Fornecedores da Alimentação 2010.
Participe da maior premiação do Setor da Alimentação do país.
A revista Melhores Marcas da Alimentação o lado do Portal Alimentação Fora do Lar - promoverá, a maior premiação do setor das empresas da Alimentação do país.
O evento Melhores Marcas dos Fornecedores da Alimentação, premiará as empresas presentes, agrupadas em 81 categorias, eleitas através do voto de profissionais das empresas da Alimentação, em pesquisa realizada no 3º trimestre de 2010.
Com um público estimado de 600 participantes, o evento reunirá os principais executivos da indústria da alimentação, suas empresas fornecedoras, compradores, engenheiros de alimentos além das empresas que compõem a cadeia de comercialização de gêneros alimentícios como um todo, a Alimentação Fora do Lar.
Não perca esta oportunidade única e reserve já a sua presença!!
Mais informações: 11 2368-0367
É uma pesquisa Top Of Mind, cite para cada categoria de produto as três marcas mais lembradas.
PARTICIPE!
Acesse:
http://www.alimentacaoforadolar.com.br/votac_marcas.asp?pag=156

sábado, 11 de setembro de 2010

Delivery. Nunca foi tão simples e tão tecnológico

Fomentado pelo e-commerce, o serviço já conquistou os consumidores. Agora o varejo investe em melhoria no atendimento e diversificação dos canais de venda. Você já fez uma entrega hoje?


Comprar por delivery é ótimo. Não tem o ‘pega e carrega’ de produtos, nem sacolinha de lá ou de cá. É muito mais agradável receber as compras em casa." A opinião é da administradora de empresas Camila Alvin, 30 anos. Ela não teve dúvidas em trocar o hábito de ir ao supermercado pelo serviço de compra e entrega oferecido pela rede paulista St. Marche, que há um ano e meio inaugurou uma loja perto de sua casa, na zona sul da cidade.

domingo, 11 de julho de 2010

Caso: Bares e restaurantes de Belo Horizonte inovam para conquistar o público

Bares e restaurantes de Belo Horizonte inovam para conquistar o público
Estabelecimentos desenvolvem estratégias criativas no competitivo mercado da capital. Ações incluem programação temática, treinamento de equipe e renovação do cardápio.
A cidade de Belo Horizonte é mundialmente conhecida pelo grande número de bares e restaurantes. De acordo com a Regional Mineira da ABRASEL (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) são mais de 12 mil estabelecimentos na capital, movimentando R$ 216 milhões mensalmente. Entretanto, a concentração desses espaços caracteriza um cenário de alta competitividade, o que leva alguns estabelecimentos a desenvolver estratégias criativas para se manterem atrativos aos clientes belo-horizontinos.
Inaugurada em março deste ano, a Pizzaria Antoine desenvolveu o Domingo Temático, projeto que recebe chefs de renome que preparam o melhor da gastronomia nacional e internacional. Segundo a proprietária do restaurante, Cristiane Eliazar Moreira, a iniciativa é um importante diferencial para fidelizar o público e atrair novos clientes. “É uma possibilidade fantástica um restaurante especializado na culinária italiana trazer a cozinha baiana, por exemplo. Já que Belo Horizonte é tão saturada em termos de bares e restaurantes, precisamos estar sempre inovando para não deixar de sermos novidade”, comenta.
As edições do Domingo Temático trouxeram à casa chefs como Luiz Nei, de Tiradentes, que preparou seu famoso leitão à pururuca, Matusalém Gonzaga, com experiência na culinária do Recôncavo Baiano, que trouxe o caldo de gorogondé, e o jovem Henrique Gilberto que apostou na culinária francesa. De acordo com a proprietária, o resultado destaca a Antoine no competitivo mercado de Belo Horizonte. “A recepção tem sido muito boa. Os clientes perguntam quando será o próximo evento. O projeto também tem recebido uma aceitação excelente entre os chefs que têm achado interessante e”, afirma.
Já o experiente Tradição de Minas, especializado em comida mineira, aposta na contínua renovação dos 13 anos de história. Segundo o administrador do estabelecimento, Daniel Ballesteros, as chaves para se manter no ramo da gastronomia são a criatividade e a profissionalização. “O próprio cliente exige novidades. Há cinco anos atrás, talvez, o público da cidade não tinha o olhar desenvolvido como tem hoje. Atualmente, decoração, toque gourmet, carta de vinhos e cervejas especiais, por exemplo, são altamente valorizados pelo cliente e agregam valor ao estabelecimento”, afirma.
De acordo com Ballesteros, o mercado de BH está cada vez mais exigente. “A gente começou bem diferente do que somos hoje - éramos mais caseiros, com espaço menor. A profissionalização do ramo, sobretudo com a chegada de grandes restaurantes do eixo Rio - São Paulo, a partir dos anos 2000, foi um sinal para rever o posicionamento da casa”, relata. Para satisfazer as novas exigências do público belo-horizontino, o Tradição agregou serviços como cortes diferenciados de carne, espaço gourmet e passou a servir chopes; remodelou o mobiliário; realizou treinamentos constantes com a equipe; implantou ferramentas de gestão, de cotação de preço e de controle de estoque; e inaugurou a unidade na Av. Cristiano Machado, com investimento total de mais de 1 milhão de reais.

Público exigente

Para a proprietária do restaurante Me Gusta, inaugurado no início deste ano, Ana Flávia Lamas, o exigente cliente belo-horizontino é um desafio constante para o setor. “O público da cidade é bastante tradicional. Ele requer que você sempre apresente novidades, mas ao mesmo tempo, temos que apresentar as novas propostas com muito cuidado para não causar estranhamento”, explica. Para satisfazer tais exigências, a casa elabora até três novas sugestões por semana em seu cardápio, mesclando o que há de mais recente na cozinha saudável contemporânea com pratos tradicionais. “É importante que o cliente encontre em nossas receitas algum ingrediente com o qual já tenha familiaridade. Aos poucos, vamos introduzindo novidades e conquistando o paladar das pessoas com a qualidade dos nossos pratos”, comenta.
Junto à renovação do cardápio, Ana Flávia acredita ser fundamental que o estabelecimento se diferencie para conquistar o público da capital. “É preciso que o restaurante construa sua imagem correspondente a sua proposta. O objetivo do Me Gusta, por exemplo, é oferecer comida saudável, mas que tenha nutrientes, seja saborosa e que também dialogue com os pratos tradicionais. É através da consolidação dessa proposta que o restaurante se destaca dos demais”, conclui.

http://gastronomiaenegocios.uol.com.br/home/revista/ver/496/bares-e-restaurantes-de-belo-horizonte-inovam-para-conquistar-o-publico/

terça-feira, 29 de junho de 2010

Indústria de Alimentos: No Caminho da Inovação e de Novos Produtos

COM UM FATURAMENTO ANUAL SUPERIOR A R$ 184 BILHÕES, E DESTAQUE PARA OS SEGMENTOS DE CARNES E DERIVADOS, A INDÚSTRIA BRASILEIRA DE ALIMENTOS SE DIVERSIFICA E APOSTA EM NOVAS TECNOLOGIAS

por FLÁVIA GOUVEIA

Material disponivel em: http://inovacao.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-23942006000500020&lng=en&nrm=iso


A indústria de alimentos brasileira, responsável por quase 15% do faturamento do setor industrial e por empregar mais de 1 milhão de pessoas, tem conseguido seguir as tendências internacionais na área de produção, mas ainda precisa desenvolver trajetórias mais consistentes na área de inovação. Investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) com o objetivo de criar novos produtos de maior valor adicionado podem garantir o sucesso de empresas que se mobilizam para acompanhar a onda de consumo de alimentos saudáveis e de preparo rápido. Algumas empresas, porém, sequer possuem ainda um departamento de P&D.
As principais inovações ligadas ao mercado de alimentos estão nas áreas de insumos, biotecnologia, bens de capital e embalagens. O mercado de alimentos funcionais tem crescido a taxas anuais de aproximadamente 10% e se revela um campo fértil de pesquisa e oportunidades comerciais. Porém, de acordo com Jocelem Mastrodi Salgado, professora da Esalq/USP e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (Sbaf), as inovações em alimentos funcionais no Brasil são ainda incipientes se comparadas ao estágio em que se encontram hoje empresas do Japão, Estados Unidos e Europa. Ainda há um longo caminho a percorrer.
A produção de alimentos é um dos pilares de qualquer economia, seja por sua abrangência e essencialidade, seja pela rede de setores direta e indiretamente relacionados, como o agrícola, o de serviços e o de insumos, aditivos, fertilizantes, agrotóxicos, bens de capital e embalagens. No ano passado, apesar da pequena taxa de crescimento do PIB brasileiro (2,3%), seu faturamento foi recorde: R$ 184,2 bilhões, superior em quase 5% em relação a 2004, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia).
Este ano começou bem para o setor. No primeiro semestre a produção de alimentos, incluindo bebidas, já cresceu 3% comparado ao mesmo período em 2005, afirma Denis Ribeiro, diretor do departamento econômico e de comércio exterior da Abia. Um cenário econômico melhor, com previsões de crescimento do PIB entre 3,5 e 4% e taxas de juros menores, o que favorece o bom desempenho. "O crescimento dessa indústria no segundo semestre tende sempre a ser maior, em função das férias e Natal", diz Ribeiro. Ele lembra, no entanto, que em termos reais esses valores caem um pouco, pois se deve descontar o efeito da inflação, prevista pelo governo em 4,5%.

OS GRANDES NÚMEROS DO SETOR

Os segmentos que representaram maior parcela do faturamento em 2005 foram o de carnes e derivados (21,8%), beneficiamento de café, chá e cereais (15%), e óleos e gorduras (12,6%). A participação do segmento de bebidas é de aproximadamente 14% do faturamento do setor. No que se refere à demanda externa, o saldo exportador de agronegócios de alimentos atingiu US$ 31,5 bilhões em 2005 - US$ 20,1 bilhões para alimentos industrializados e US$ 11,4 bilhões para agropecuária. Os produtos de maior peso na pauta exportadora são carnes, açúcar, complexo soja, suco de laranja e café. O crescimento das exportações de alimentos industrializados (5,89%) foi superior ao do mercado interno (3,52%) e, até julho de 2006, as exportações desses produtos já estavam em US$ 11 bilhões. O principal destino das exportações dos alimentos brasileiros industrializados é a União Européia, responsável por 26,4% das vendas externas do setor no ano passado (ver gráfico 1). Essa participação, porém, já esteve acima de 30% em anos anteriores. Os vizinhos do Mercosul ocupam apenas a décima posição. O volume de importações é bem menor, da ordem de US$ 1 bilhão. Essa assimetria histórica reflete-se em superávits comerciais sistemáticos. Ribeiro afirma que as importações de alimentos concentram-se em trigo e farinha de trigo, que representam cerca de 40% da pauta.

PADRÕES DE CONSUMO

A produção da indústria alimentícia é absorvida por uma ampla gama de indústrias, que utilizam seus produtos como insumos, e pelos consumidores finais. Destaca-se o setor de serviços de alimentação, que cresce a uma taxa anual acima de 10% e adquire cerca de 25% da produção da indústria alimentícia brasileira. Esse segmento - que compreende restaurantes, bares, padarias, lojas de conveniência, fast foods etc - conta com mais de 1,2 milhão de pontos de venda e em 2005 faturou R$ 38,1 bilhões. Em comparação com a receita proveniente das vendas no varejo, que atingiu R$ 100,8 bilhões no mesmo ano, as vendas para os serviços de alimentação cresceram duas vezes mais (11,9% contra 5,6%).
Segundo a última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada pelo IBGE (2002/2003), o consumo de refeições fora do lar no Brasil é de aproximadamente um quarto do consumo total das famílias. Há diferenças entre a área urbana e a rural e entre as regiões. Na área urbana, o percentual gasto com alimentação fora do domicílio (25,74%) é o dobro do observado na área rural (13,07%) e, entre as regiões, a Sudeste é onde mais se gasta com alimentação fora de casa (26,91% dos gastos mensais com alimentação).
Com relação aos tipos de alimentos mais consumidos pelas famílias, o aumento da renda real dos últimos 20 anos permitiu a diversificação do padrão de consumo das classes com rendimentos menores e a criação de um novo mercado de consumo popular. Fatores como baixa inflação, programas sociais (como o Bolsa Escola), reajuste do salário mínimo e previdência contribuíram para o desenvolvimento desse mercado. A POF de 2002/2003 mostra que, em 30 anos, o brasileiro reduziu o consumo de gêneros tradicionais como arroz, feijão, batata, pão e açúcar e aumentou o consumo de alimentos processados, como iogurte (que passou de 0,4 kg para 2,9 Kg por pessoa em um ano), refrigerante de guaraná (de 1,7 Kg para 7,7 Kg) e alimentos preparados (de 1,7 Kg para 5,4 Kg). Para o pesquisador do Instituto de Economia da Unicamp, Marcio Pochmann, "a demanda reprimida por alimentos industrializados sempre existiu, mas o pequeno ganho de renda e o aumento do emprego (ainda que de baixa remuneração) permitiram a popularização de seu consumo." O economista ressalta, porém, que esse processo só será sustentável se os investimentos no país forem retomados e se a concentração de renda diminuir.

EMPRESAS E INVESTIMENTOS

Conforme o Balanço Anual 2005 da Abia, o setor alimentício possui 40,7 mil empresas formais, sendo 85% delas microempresas (com até 19 empregados) e apenas 0,9% grandes empresas (com mais de 500 empregados). As maiores empresas do setor são as responsáveis pelos investimentos de grande porte e pela P&D. Em volume de vendas, as três maiores companhias do setor (excluindo a produção de bebidas alcoólicas) possuem controle acionário externo, mas a partir da quarta posição já aparecem as grandes empresas brasileiras, invariavelmente do setor de carnes e derivados (ver tabela 1)
Em geral, as empresas produzem e vendem tanto alimentos do tipo commodity, de baixo valor agregado, quanto os processados que incorporam maior conteúdo tecnológico. Nessa categoria estão produtos industrializados não-commoditizados como confeitos, produtos diet e light, alimentos semi-prontos e alimentos funcionais.
Os investimentos realizados em 2005 foram estimados pela Abia em 2,5% do faturamento, dos quais 1,5% destinaram-se à aquisição de equipamentos e plantas produtivas, 0,7% à marketing e 0,3% à P&D. "Há empresas de alimentos no Brasil que sequer possuem um departamento de P&D", afirma Sílvia Angélica Domingues, doutoranda do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp. "Pode-se dizer que as inovações do setor são desenvolvidas sobretudo de forma indireta, ou seja, pela indústria de bens de capital para a produção de alimentos, pelos produtores de insumos químicos e pelo setor de embalagens", diz Domingues.
Observando-se os dados da última Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica do IBGE (Pintec 2003), verifica-se, porém, que a taxa de inovação do setor alimentício (29,5%) é próxima da taxa de inovação de economia em geral (33,2%). Mas é preciso analisar a taxa de inovação - entendida como a porcentagem de empresas que inovaram em relação ao universo das empresas - com cuidado. De acordo com Domingues, "muitas empresas que dizem ter inovado, realizaram imitações de inovações já lançadas por concorrentes, o que configura uma inovação apenas do ponto de vista daquela empresa e não para o mercado".
Por outro lado, as grandes empresas vêem suas inovações como extremamente estratégicas e resistem a dar declarações sobre suas ações tecnológicas, evitando revelar informações sigilosas aos concorrentes. "Acreditamos que falar sobre nossas tecnologias e desenvolvimentos de produtos pode expor nossos trunfos a outras empresas do ramo, prontas para nos copiar", afirma a assessoria de imprensa de uma das maiores do ranking. Outras empresas também se recusaram a falar sobre o assunto. A afirmação revela o equilíbrio de forças das grandes líderes do mercado e a preocupação com o segredo industrial como forma de proteção das inovações.

INOVAÇÕES INCREMENTAIS

As inovações na indústria alimentícia são majoritariamente incrementais. De acordo com Airton Vialta, vice-diretor do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), as grandes inovações ocorrem principalmente na área de formulação de ingredientes e aditivos, alimentos funcionais, transgênicos e embalagens. "Os novos aromas, corantes, amidos modificados, enzimas e moléculas, criados pela indústria de ingredientes e aditivos, assim como os microorganismos probióticos, antioxidantes, imunopeptídeos, isoflavonas e outros componentes que caracterizam os alimentos como funcionais representam a maioria das inovações em alimentos", diz Vialta.
Segundo o especialista, a tendência atual é a alimentação saudável, com substituição de gorduras nocivas (como as trans-saturadas) pelas benéficas (como as do tipo ômega 3 e 6). Nessa direção, também tem aumentado a procura por alimentos orgânicos - aqueles livres de agrotóxicos, hormônios e aditivos químicos artificiais -, apesar de seus preços pouco atrativos. "Outra tendência são os alimentos semi-prontos, chamados "do freezer ao forno", uma vez que se deseja cada vez mais reduzir o tempo gasto com o preparo de refeições", lembra Vialta. "É aí que entram os insumos da indústria química de ingredientes, com destaque para a indústria de aromas", diz ele.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O que tem mais valor: inventar, imitar ou inovar?

Especialistas comentam sobre as implicações que cada uma dessas três formas interfere na evolução do mercado e no dia a dia do consumidor. Confira.

Por Fábio Bandeira de Mello

Você sabia que volta e meia as imitações bem feitas superam as invenções?

A empresa de restaurantes White Castle foi à primeira organizar o segmento de fast foods, mas um tempo depois, a rede MCDonald's copiou a idéia, melhorou o serviço e se transformou em uma das principais multinacionais do mundo. O Dinner Club, por exemplo, foi o primeiro a disponibilizar cartões de créditos, mas foi superada pelos "imitadores" do segmento Visa, Mastercard e American Express.

Até o próprio Ipod da Apple é uma versão melhorada do aparelho Saehan Mpman, que não fez muito sucesso no mercado, mas trouxe o formato de mais capacidade nos MP3 já existentes.

Em todos os setores, nota-se a existência cada vez maior no número de empresas que oferecem serviços ou produtos semelhantes ao consumidor. Nesse aspecto, é evidente que a competitividade entre as organizações está em uma verdadeira crescente, por isso, as empresas que procuram e oferecem algum diferencial ao seu cliente aparecem na dianteira de seus concorrentes. Mas o que significa esse diferencial? É inventar algo, aperfeiçoar uma invenção já existente (inovar), ou copiar um produto e fazer pequenos ajustes?

Pontos de vista

Um estudo realizado pelo professor Oded Shenkar, da instituição Fisher College Business nos EUA, sobre o impacto de invenções em modelos de negócios e suas imitações posteriores revelou que as imitações são importantes fontes de avanço para a evolução dos produtos. No estudo foi revelado que 97,8% do valor gerado por invenções vão para os "imitadores".

Oded Shenkar, da instituição

Fisher College Business

Mas o que seriam exatamente essas imitações?

Em entrevista à revista Harvard Business Review Brasil, o professor Shekar fala que a boa imitação é aquela que agrega novos valores à invenção. São aquelas pessoas que vêem algo já existente e conseguem transformar aquele produto ou serviço em algo ainda melhor.

"O problema é que muitos imitadores se deixam seduzir pelos elementos visíveis de uma invenção e não copiam aquilo que garante seu sucesso, as 'vigas estruturais'. Às vezes, imaginam equivocamente que o que deu certo num lugar vai dar certo em outro. Outros ficam tão presos ao original que acabam não fazendo ajustes que tornariam uma inovação melhor.", afirma o pesquisador Oded Shenkar para a revista HBR.

Professor Marcos Morita

Marcos Morita, professor de estratégia e marketing da Universidade Mackenzie, comenta que os graus de imitação variam muito conforme os segmentos de mercado estudados. Em alguns como o farmacêutico, a imitação é impossível, haja vista as patentes.

"Vale salientar que há imitações positivas, quanto negativas. As primeiras são aquelas que agregam valor ao produto ou serviço inicial, conforme expectativas dos consumidores. Aqui se enquadram, por exemplo, os produtos japoneses e agora coreanos. Já as segundas (imitações negativas), fazem cópias puras e simples, sem que nenhum valor seja agregado, além do preço baixo", declara o professor Morita.

Felipe Scherer, autor do livro Gestão da Inovação na Prática

Para Felipe Scherer, sócio da Innoscience Consultoria de Gestão da Inovação e autor do livro Gestão da Inovação na Prática, essas imitações como cópias não podem ser consideradas estratégias de sucesso, mas faz uma observação.

"Isso não significa que aqueles que apenas copiam não ganharão dinheiro também, porém o 'filé da rentabilidade' normalmente está associado à possibilidade de ser o diferencial do segmento e, consequentemente, não ter um parâmetro de comparação".

Ele ressalta que às vezes não é necessário ser o pioneiro, mas é necessário sempre buscar inovar em seu segmento. "Ford não inventou o carro, porém desenvolveu uma forma de fabricá-los mais barato. O Cirque de Soleil não inventou o circo, porém conseguiu criar uma combinação de atrações melhor. Empresas como a 3M, Microsoft, Apple, Disney conseguiram manter um histórico contínuo de inovações e sempre agregam valor a sua marca", ressalta Felipe Scherer.

Invenção: E como ficam as patentes?

As patentes são um modo do governo dar ao inventor a propriedade de sua criação. Por um determinado período, os portadores de patentes têm permissão de controlar como suas invenções são usadas, permitindo que obtenham recompensa financeira sobre seu trabalho.

O professor Marcos Morita explica "que o papel das patentes é proteger os investimentos realizados pelas empresas, tais com as indústrias de medicamentos, nas quais este prazo perdura por 20 anos. Mesmo nestes casos, há governos que acabam quebrando este direito em nome do bem comum. Em outras indústrias, patentear um produto ou serviço é tarefa bem mais difícil e onerosa".

Para Morita, o mundo caminha para um sistema de inovações abertas ou "open innovations", nas quais o papel dos consumidores na concepção dos produtos é cada vez maior. "A web 2.0 traz este conceito em sua natureza. Veja o exemplo da Creative Commons, organismo internacional que regula a questão da propriedade intelectual, criando diversas modalidades conforme o uso e autor. Outro exemplo inimaginável foi a FIAT através do projeto MIO – (meu carro em italiano), no qual mais de 3000 projetos foram recebidos".

O consultor Felipe Scherer é absolutamente a favor das patentes e diz que, dessa forma, incentiva o mercado de invenções. "Sempre haverá risco e incerteza quando as empresas estiverem desenvolvendo coisas novas, portanto parte da recompensa advém dessa possibilidade de haver a proteção pelas patentes. Por que uma empresa iria gastar milhões de dólares em pesquisas para desenvolver determinada vacina ou medicamento se esse investimento não pudesse ser recuperado e o prêmio pelo pioneirismo recebido? É claro que as patentes funcionam bem em alguns setores enquanto que em outros, o melhor mesmo é continuar inovando.", conclui o consultor.

Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/cotidiano/o-que-tem-mais-valor-inventar-imitar-ou-inovar/34040/

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Cresce a preocupação com alimentação saudável e com ela os negócios do setor

Empreendimentos que quiserem apostar na tendência devem ter em mente os preconceitos que ainda existem contra a “comida de coelho”
Por Ricardo F. Santos

A atual preocupação com alimentação saudável tem suas raízes algumas décadas atrás, quando surgiram os alimentos diet. Dênis Ribeiro, diretor de economia da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), conta que a difusão de informações nutricionais, cadernos de saúde e relacionamento direto entre alimentação e bem-estar fizeram surgir essa preocupação. “Os alimentos diet, inicialmente, eram direcionados a diabéticos e não tinham açúcar. Depois, evoluíram para um sentido de prevenção, a fim de evitar problemas de saúde no futuro”.
A partir daí vieram os alimentos light, com menos calorias; os fortificados, com mais vitaminas, ferro, ômega-3 etc.; e os funcionais, que contribuem para a manutenção da saúde de diversas maneiras, reduzem colesterol, ativam funções intestinais e outros benefícios. “Só que para fazer uma alegação dessas publicamente, você precisa prová-la cientificamente perante a Anvisa, o que leva mais de ano”, afirma Ribeiro.
Lívia Barbosa, diretora do Centro de Altos Estudos de Propaganda e Marketing da Escola Superior de Propaganda e Marketing (CAEPM-ESPM), acrescenta dois outros fatores que contribuíram para aumentar a preocupação com alimentação saudável. “Há um aumento global de doenças cardiovasculares e de obesidade, sejam ligadas ao sedentarismo ou à alimentação, e o envelhecimento da população; cada vez mais interessa às pessoas viver melhor”, afirma. Ela ressalta a centralidade que os temas saúde e comida assumiram na sociedade contemporânea.
“Acho que é uma evolução natural: você começa a comer mais fora de casa, se houver apenas comida não saudável as pessoas começam a engordar”, diz Luís Yamanishi, diretor da Rede Viva! de alimentação saudável. Ainda de acordo com pesquisa da ECD Food Service, cerca de 83% dos brasileiros almoçam na rua. Em 1988, esse público gastava 19,7% de sua despesa total com alimentação fora de casa. Em 2010, esse índice deve ficar em torno de 27%. “As pessoas querem se sentir bem com uma comida que traga benefícios para a saúde; é uma alimentação preventiva”, afirma ele. A rede Viva! investe em um cardápio com muitas opções de saladas com temperos especiais, wraps, bebidas feitas com frutas frescas e outras combinações leves. Tudo para agradar a esse público.
Outra rede que segue a tendência saudável é a Wraps. A franquia se inspirou nos enroladinhos americanos, por sua vez importados dos burritos mexicanos, para criar lanches e refeições mais saudáveis. “Desenvolvemos wraps com ingredientes leves e sofisticados, como filé mignon, peixe, queijos light e folhas verdes”, explica Marcelo Ferraz, proprietário da rede. Depois de alguns anos, ele percebeu existir uma demanda por comida saudável mais rápida, fast food saudável. Em 2009, estava criada a Go Fresh, em que o cliente monta a própria salada, e adiciona um pão integral e um grelhado.
A presença do grelhado é importante, segundo ele, para as pessoas não ficarem com a sensação de que comida saudável não alimenta. “Há um preconceito muito presente, principalmente masculino, de que folha não enche barriga”, diz Lívia Barbosa, da CAEPM-ESPM. Segundo ela, faz parte da cultura a sensação de que comida deve pesar no estômago, e não apenas alimentar com os nutrientes necessários. “Você não vai resolver isso oferecendo palitinhos de cenoura na hora do lanche. O brasileiro, em geral, considera indispensável a presença da carne”, afirma ela. A mudança deve ser gradual.
Por conta dessa mentalidade é que a alimentação saudável ainda não cresceu tanto. “Se eu tivesse dinheiro para abrir cem lojas hoje, eu não o faria, porque esse mercado ainda não está muito amadurecido”, diz Marcelo Ferraz, da Wraps. De fato, na indústria de alimentação em 2008, os alimentos diet/light, fortificados e funcionais representaram apenas 8% das vendas, somando R$ 21,8 bilhões, segundo Ribeiro, da ABIA. “A pouca participação desses produtos é um problema de evolução de mercado. À medida que a população se informa mais sobre alimentos saudáveis, o mercado amadurece: o consumidor fica mais exigente e as empresas ficam mais competitivas, melhorando seu produto. Tem bastante espaço para crescer”, afirma ele.
Outro preconceito muito latente é de que o saudável não é gostoso. “Isso é porque geralmente se associa alimento saudável à comida macrobiótica, que propõe o mínimo de intervenção no alimento e procura servir a maioria das coisas ao natural”, diz Lívia. As redes de alimentação também têm essa consciência e investem na variedade. A Salad Creations, por exemplo, diversifica os ingredientes para provar que comida saudável vai além de comer alface e cenoura. A rede foi fundada em 2004 na Flórida, nos Estados Unidos, e veio para o Brasil em 2007 com lojas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Seu grande diferencial é oferecer mais de 40 ingredientes e diferentes molhos para o cliente montar a própria salada. Prova de que a iniciativa deu certo é o faturamento da empresa, que cresce em média 30% ao ano. A rede já possui 13 lojas no Brasil, pretende abrir mais 14 em 2010 e chegar a 50 no fim de 2011.
Não é apenas com saladas que se pode ser saudável; outro alimento de consumo crescente é o frozen yogurt. Ele é comparável ao sorvete, mas tem metade das calorias e muito menos gordura. Nos Estados Unidos, onde faz mais sucesso, representa 30% do mercado de congelados, e seu consumo cresce mais do que o do sorvete comum. Duas grandes redes que trabalham com o produto aqui no Brasil são a Yogoberry e a Yoguland.
A Yogoberry foi fundada no final de 2007, e menos de três anos depois já possui 26 unidades abertas na região Sudeste e no Distrito Federal. O faturamento da rede cresceu 30% de 2008 para 2009, chegando a R$ 2 milhões. A Yoguland, que atua no mesmo nicho, fundada há menos de um ano, já está com seis unidades abertas na região Sul e em São Paulo, faturando em média R$ 80 mil cada loja. Ambas estão se expandindo por meio de franquias e apostam no amadurecimento do consumidor, que procura cada vez mais alternativas saudáveis na hora de se alimentar.
O público da alimentação saudável ainda é predominantemente feminino, afirmam Rafael Soares, proprietário da Yoguland, e Marcelo Ferraz, da Wraps. Os restaurantes de comida saudável querem passar a mensagem, principalmente aos homens, de que uma refeição em seus estabelecimentos equivale a uma refeição completa. “Hoje a diferença entre homens e mulheres no nosso público é menor do que quando começamos; tentamos passar aos homens, em geral mais glutões, a mensagem de que comida saudável não deixa com fome”, afirma Ferraz.
Não é porque existe essa tendência saudável que você deve parar tudo o que faz no seu restaurante e começar a vender alface; é só ter em mente a importância crescente que o consumidor atribui à saúde na alimentação. E não é preciso vender apenas alimentos saudáveis, há várias franquias apenas tornando seu cardápio mais leve. Só não pode ficar parado, porque essa tendência vai crescer por décadas.

Fonte: http://revistapegn.globo.com/Revista/Common/0,,EMI133820-17180,00-CRESCE+A+PREOCUPACAO+COM+ALIMENTACAO+SAUDAVEL+E+COM+ELA+OS+NEGOCIOS+DO+SETO.html

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Restaurantes vão além do cardápio

Estabelecimentos da Capital do Rio Grande do Sul investem em diferenciais para atrair o público


Inspirados a inovar os serviços para atrair e agradar o gosto dos clientes, alguns estabelecimentos de Porto Alegre estão investindo em alternativas que chamam a atenção e mostram novas formas de servir o público. Envolvimento em projetos culturais, busca por iniciativas ambientalmente corretas e até mesmo a possibilidade de o consumidor optar por pratos de outros restaurantes são alguns dos fatores que apontam para uma nova tendência no setor gastronômico: para fazer sucesso, os empresários vão muito além do cardápio.
Antes mesmo de entrar no Café Dometila, no bairro Moinhos de Vento, por exemplo, quem chega é recepcionado com uma chuva de pétalas de rosa. A música é programada para acompanhar o ritmo dos períodos do dia, alternando momentos entre uma trilha sonora mais calma ou agitada, conforme sugere a situação. O proprietário, Claiton Franzen, faz questão de receber todos os clientes, como forma de mostrar a preocupação em não pecar no atendimento.
Com oito anos de atividade, o Dometila mudou de endereço há quatro, da avenida Goethe passou para os arredores da Praça Maurício Cardoso, ambos os pontos no mesmo bairro. Franzen explica que a mudança trouxe grandes frutos, como a triplicação do faturamento, que ele credita à identificação do novo local com a proposta de atendimento, que atraiu um número muito maior de frequentadores.
O conceito idealizado pelo empresário é que quem permaneça no restaurante tenha os cinco sentidos estimulados, através do cardápio exclusivo, da música, da decoração, das pétalas que acompanham os pedidos e do aroma de baunilha renovado no ar periodicamente. “Não queria que fosse um simples negócio automatizado. Minha ideia era simplesmente atender como eu gostaria de ser atendido”, revela.
De acordo com Franzen, o resultado é a satisfação dos clientes, que sempre voltam ao local para uma segunda visita e sentem-se parte do Dometila, que tem pintado nas paredes o nome dos visitantes mais assíduos. “Não se trata de uma simples cafeteria, mas uma coisa muito maior”, define. Para oferecer aos consumidores um atendimento tão peculiar, os gastos são elevados, o que se reflete em parte nos preços dos cafés e ratos servidos, que estão um pouco acima da média, mas equilibrados com os de outros estabelecimentos próximos.
Os restaurantes das redondezas, aliás, adotaram uma política de concorrência saudável. Nas terças-feiras, o Dometila e empreendimentos próximos promovem o “Cardápio do Vizinho”, sistema em que o cliente pode sentar-se em um estabelecimento e pedir um prato de outro estabelecimento, se assim preferir. “Oferecer isso para as pessoas prova que nós, além de contemporâneos, não percebemos o nosso concorrente como uma coisa nociva, mas que podemos viver em paz e oferecer aos clientes a possibilidade de consumir o que realmente quer”, diz Franzen.


O fantástico universo dos pães

O fantástico universo dos pães
Farinha, água e sal são a base do alimento mais popular do mundo. Por trás desses ingredientes, esconde-se muita história, sabor e trabalho do boulanger.

O dia já amanheceu, e junto com ele veio aquela fome matinal. Ao dobrar a esquina, o odor fascinante já penetra as narinas, e a vontade de comer aumenta. Na fila, à espera de um pão quentinho, a paisagem é deslumbrante: croissants, brioches, docinhos, baguetes, ciabattas... depois de finalmente consegui-lo chega o momento tão esperado: na primeira mordida os dentes atravessam a casca torradinha e penetram um miolo macio. O sabor é inigualável... e inconfundível!
Quem nunca passou por uma situação semelhante? Esse conjunto de ações ilustra um ritual diário em diversas sociedades. Em diferentes formatos, estilos e ingredientes, o pão fez parte da história de diversas culturas e continua despontando como o alimento mais popular já existente. Porém, ele nem sempre foi fofinho, macio e saboroso como hoje o conhecemos...


Massa chata e seca: as galettes
Há cerca de 8.000 anos, o trigo foi descoberto na região da Mesopotâmia, entre o Iraque e o Irã e, de acordo com historiadores, o pão foi criado logo em seguida. Especula-se que os primeiros pães eram feitos da farinha do trigo moído, misturada ao fruto do carvalho, e eram achatados, duros, secos e extremamente amargos, tanto que eram lavados diversas vezes, antes de levados para secar ao sol, e assados sobre pedras quentes ou sob as cinzas da fogueira.
Algum tempo depois, o trigo já crescia abundantemente nas margens do rio Nilo. Pilado entre duas pedras se transformava em farinha, e misturado à água criava-se uma massa mole e, consequentemente, um dos principais alimentos da cultura egípcia: o pão. Ainda no Egito, descobriu-se a técnica que revolucionaria aquele alimento duro e chato ao qual estavam habituados.
Reza a lenda que um dos padeiros de então, distraído, teria esquecido de lavar o recipiente onde havia preparado a massa do pão, deixando-o exposto ao calor e umidade por muito tempo. A massa restante cresceu, e, por acaso, o processo de fermentação foi descoberto. A partir daí as galettes finas, semelhantes a um pão sírio, ganharam volume, e a maneira de se fazer pão foi, então, transformada.
A esse processo de fermentação (a partir de massa velha) chamamos fermentação natural. Os pães feitos dessa maneira são dotados de um aroma e sabor característicos, e esse método rudimentar é utilizado até hoje em panificadoras mais artesanais. Em Portugal, por exemplo, o “pão alentejano” ainda é feito a partir do levain natural.


Pães modernos
Com o passar dos anos, novas técnicas e ingredientes aperfeiçoaram o alimento. No século 20 foi desenvolvido o fermento biológico, à base de melaço de açúcar, e o pão foi criando a textura e o sabor aos quais estamos habituados hoje em dia. Com a industrialização, a fabricação artesanal deu lugar à fabricação em série. Máquinas e fornos elétricos aceleraram o processo de produção e revolucionaram o ofício do padeiro.
O padeiro ou boulanger parou de representar aquele que literalmente faz o pão e passou a ser reconhecido por sua criatividade na elaboração de novas receitas, formatos e sabores. Um certo glamour foi então conferido ao ofício, e hoje são muitos aqueles que gostariam de fazer dessa a sua profissão.


Não só de glamour vive o boulanger
Acordar antes do dia amanhecer, colocar a mão na massa (literalmente), cuidar dos negócios, gerenciar lojas, instruir funcionários e inspecionar mercadorias são apenas algumas das tarefas de uma jornada que tem início às 5:00hs e fim às 21:00hs. Para quem, mesmo assim, quer encarar o desafio e levar a vida de uma maneira diferente, a profissão também é composta de momentos prazerosos e está em constante renovação, além de ser permeada por um irresistível cheirinho de pão quente.
Para Felipe Benjamin Abrahão, proprietário do “Mundo dos Pães”, a parte mais gostosa da profissão é criar: “Toda a semana estou desenvolvendo uma receita nova”. Sua inspiração vem da bagagem de suas viagens, dos livros de culinária, da vontade de misturar uma massa “x” com a massa “y”. De acordo com o boulanger, que produz com sua equipe aproximadamente 30 variedades de pães diariamente, “a profissão é bem variada e nunca cai na monotonia”.
Felipe, que já é da terceira geração no empreendimento da família, diz que a paixão pela panificação veio do berço: “Desde pequeno via meu avô fazer pães e doces, e acabei pegando o gosto”. Ele comentou que, no início, acordar cedo era um desafio “mas foi igualmente difícil aprender a organizar uma cozinha e acertar as quantidades dos ingredientes, além do ponto da massa”.
Ainda sobre o assunto, o chef do “Mundo dos Pães” comenta que as padarias brasileiras possuem um conceito diferente das boulangeries francesas, por exemplo: “Acho interessante reparar que em boulangeries vendem-se produtos mais finos, enquanto nas padarias brasileiras encontra-se de tudo: almoço, sopa, cigarros etc.”. No Brasil existem poucos estabelecimentos que se comprometem a satisfazer o gosto de uma clientela seleta e exigente, e que cresce cada dia mais.
Para isso existem cursos de graduação em panificação, além de cursos de especificação, que pretendem alertar o profissional para esse mercado em expansão. Além de repassar os conhecimentos sobre a história do pão e a manipulação dos alimentos, as escolas oferecem diferentes ingredientes e abrem um leque para que o aluno empregue sua criatividade e invente novas receitas. Geralmente eles possuem a duração de um ou dois anos, e são uma ótima base para quem quer embarcar no universo dos pães. Segue a receita de Pão Rústico de Vinho Tinto com Calabresa Artesanal, uma das criações de Felipe. Bom apetite!


Texto: Ana Fanucci
Fonte:http://www.altagastronomia.com.br/site2/revistas/alta_gastronomia/edicao_87/alta_gastronomia_edicao87_formacao_profissional.php

terça-feira, 6 de abril de 2010

Certidão de Exportação

A Anvisa disponibiliza uma nova facilidade ao exportador da área de alimentos: a emissão de Certidão de Exportação de Produtos. Esse tipo de certidão tem se tornado uma exigência de muitos países importadores, sendo, portanto, uma ação respaldada pelo Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, que inclui um conjunto de medidas para remover obstáculos (burocráticos, administrativos, normativos, jurídicos e legislativos) ao crescimento das exportações do país.

O procedimento para sua requisição é bastante simples, sendo requerida a apresentação de alguns documentos, incluindo uma declaração que comprove a transação comercial de exportação do produto objeto da certidão. Esse novo assunto da área de alimentos recebeu o código 475 e a lista de todos os documentos necessários pode ser obtida acessando o serviço Consulta de Assuntos: https://www9.anvisa.gov.br/peticionamento/sat/Consultas/ConsultaAssuntoCheckList.asp?pCoAssunto=475&sArea=Alimento

segunda-feira, 29 de março de 2010

Wraps e Go Fresh apostam na alimentação saudável

As duas redes de franquias, do mesmo dono, crescem com estratégias diferentes e um mesmo ideal

Ricardo F. Santos

Quando você não está muito satisfeito com um produto ou serviço prestado em alguma área, o que faz? Procura a concorrência, talvez. Se a insatisfação permanece, diz que a coisa não tem solução e, na maior parte das vezes, acaba deixando o assunto de lado. O empresário Marcelo Ferraz, 42, insatisfeito com a minguada oferta de comida saudável no mercado, agiu diferente. “Por incrível que pareça, quando fundei a Wraps, só queria um lugar onde pudesse comer”, diz ele. Assim começaram muitos negócios de sucesso.



“Wrap” é uma adaptação dos americanos para os “burritos” mexicanos, basicamente uma massa fina que enrola um recheio geralmente simples, como salpicão ou maionese. Com o potencial dessa comida em mente, Ferraz uniu-se à chef de cozinha Carole Crema e juntos desenvolveram wraps gourmet, que levam recheios mais leves e sofisticados, como filé mignon, peixes, queijos light e folhas verdes. Em 2003, Ferraz abriu a primeira unidade da Wraps.



“A experiência foi ótima, tanto que abrimos mais duas no final do mesmo ano”, diz o dono. Apesar de ter aberto a Wraps por interesse pessoal, não demorou quase nada para Ferraz perceber um mercado com boas oportunidades. Hoje, a rede tem 11 unidades, duas no Rio de Janeiro e nove em São Paulo, com média de faturamento de R$ 250 mil por mês por loja. A maioria do público ainda é feminina, mas a diferença está menos gritante. “A proporção de 70-30 passou para 55-45. Convencemos os homens, em geral mais glutões, de que comer comida saudável não vai deixá-los com fome”, afirma Ferraz.



Com a refeição custando em torno de R$ 40, o restaurante mira as classes AB. Diferentemente do irmão americano, em geral comido com as mãos e sem muita necessidade de prato, o wrap gourmet tem uma apresentação mais sofisticada, e a proposta de ser consumido mais lentamente.



Saudável e ágil



Há pouco mais de dois anos, Ferraz viu surgir a necessidade de uma comida que fosse, além de saudável, rápida. Por mais de um ano, ele viajou para Estados Unidos, China, Inglaterra e América Central para conhecer modelos de fast food saudável e tentar adaptar para o paladar brasileiro.



Montar a própria salada, mais um grelhado e um pão integral pareceu dar certo. “Ficamos dois anos testando a Go Fresh com duas lojas próprias, e agora estamos abrindo duas franquias”, afirma Ferraz. No final de março ele inaugura a primeira franquia no Shopping Ibirapuera, em São Paulo, e prevê a abertura de mais quatro até o fim do ano.


Como escolher a franquia ideal para você (trecho)Com a refeição variando de R$ 15 a R$ 20, a rede de fast food saudável abrange a classe C, enorme público consumidor. Por isso, Ferraz acredita que a Go Fresh tenha mais potencial de crescimento do que a Wraps, e deseja abrir cem lojas ao final de sete anos. “Mesmo que eu tivesse todo o dinheiro para abrir cem lojas amanhã, não o faria nesse momento, porque o mercado de alimentação saudável não está amadurecido o suficiente”, afirma Ferraz.



Mesmo que o mercado não esteja plenamente desenvolvido, em pouco mais de um ano as unidades da Go Fresh já faturam R$ 120 mil por mês. Outro dado positivo é o crescimento de 20% no faturamento. As regiões prioritárias na expansão são as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e o interior de São Paulo. Uma pesquisa encomendada pela própria empresa mostrou que, além de Brasília, são esses os lugares em que o consumidor, atualmente, se preocupa mais com alimentação saudável.



Para combater as lasanhas e macarronadas dos almoços de cada dia, Ferraz procura franqueados que se identifiquem com essa proposta saudável. “Quando a pessoa vive isso, também passa isso para o cliente”, diz ele. Para saber o que é preciso para abrir uma franquia da Wraps ou da Go Fresh além de disposição, confira os dados na próxima página.

Quanto custa ter uma franquia da Wraps

Tipo de negócio Restaurante especializado em alimentação saudável.

Data de fundação da empresa 2003

Investimento inicial De R$ 350 mil a 450 mil

Taxa de Franquia R$ 80 mil

Royalties 6% sobre faturamento bruto

Capital de giro Não informado

Taxa de publicidade 2% sobre faturamento bruto

Faturamento médio mensal R$ 250 mil

Lucro líquido Não informado

Prazo médio de retorno do investimento De 24 a 36 meses

Prazo de contrato 60 meses

Regiões de interesse São Paulo, capital e interior, e Rio de Janeiro, capital

Área mínima da unidade De 75m2 a 200m2

Funcionários De 13 a 20

Apoio ao franqueado A franqueadora dá suporte permanente ao franqueado em tudo que se refere a sua unidade.

E-mail atendimento@wraps.com.br

Site www.wraps.com.br

Telefone (11) 3078-2282

Fonte: Wraps



Quanto custa ter uma franquia Go Fresh


Tipo de negócio Fast food especializado em alimentação saudável

Data de fundação da empresa 2009

Investimento inicial A partir de R$ 150 mil (depende do tamanho e necessidade de adaptação da loja)

Taxa de Franquia R$ 49 mil

Royalties 8% sobre o faturamento bruto

Capital de giro R$ 50 mil

Taxa de publicidade 2% sobre o faturamento bruto

Faturamento médio mensal R$ 120 mil

Lucro líquido Não informado

Prazo médio de retorno do investimento 24 meses

Prazo de contrato 60 meses

Regiões de interesse São Paulo, capital e interior, e Rio de Janeiro, capital

Área mínima da unidade 25m2

Funcionários De 8 a 10

Apoio ao franqueado A franqueadora dá suporte permanente ao franqueado em tudo que se refere a sua unidade.

E-mail atendimento@wraps.com.br

Site www.gofresh.com.br

Telefone

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