Gestão - Alimentos & Negócios

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Projeto do governo brasileiro usa produção de alimentos como método de ensino

Crianças de 70 escolas estão sendo ensinadas a partir do que cultivam em pequenas hortas.

Um projeto do governo brasileiro, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), está chamando a atenção no exterior. Crianças de 70 escolas públicas de todo o país estão sendo ensinadas a partir do que cultivam em pequenas hortas.


Representantes de 16 países estiveram em uma escola do município de Formosa, no interior de Goiás, para conhecer a iniciativa. O que as crianças aprendem serve para o ensino de diversas matérias na sala de aula.


— A gente aprende a fazer produção de texto, texto sobre a horta, aprende a origem dos alimentos, faz mapa, desenha, traduz tudo para o inglês — comenta a estudante da 5ª série Kênia Cristina Vieira, 10 anos.


— Em Geografia eles podem trabalhar o solo. Eles trabalham Ciências com o desenvolvimento das plantas e os animais invertebrados que aparecem na horta. Na Matemática, situações problemas relacionadas à quantidade plantada, expectativa de colheita, interpretações de gráficos e tabelas. Aquilo que você aprende fazendo, colocando a mão na massa, é mais gratificante, o resultado é bem melhor — explica a coordenadora da horta, Ana Maria Gomes.


A ideia de usar alimentos como método de ensino não veio por acaso.


— Foi pelo aumento da obesidade, transição da desnutrição para a obesidade, essa americanização da alimentação. A horta traz esse cuidado, pensar de onde vem a comida, de como a gente se alimenta, que tipo de escolha a gente faz — explica o consultor da FAO, Juarez Calil.


As aulas são preparadas de acordo com cada região.


— A gente pode explorar a seca do sertão, semiárido, a realidade dos municípios à margem do Rio São Francisco. Cada prefeitura planeja dentro da sua autonomia, do sistema de ensino, a forma como ela vai explorar o projeto dentro dessa metodologia que articula as áreas de educação, nutrição e meio ambiente — comenta Calil.


A novidade aplicada nas escolas brasileiras deve chegar em breve a Moçambique.


— É diferente, porque nós trabalhamos mais no âmbito pedagógico e não incluímos como componente em várias disciplinas. É uma experiência bastante positiva, que irei levar para lá e acredito que, com mais tempo, conseguiremos atingir os níveis que estão atingindo aqui no Brasil — comenta o engenheiro agrônomo de Moçambique, Hélder Carlos Vieira Diva.

A equipe do Canal Rural viajou a Formosa a convite do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.


CANAL RURAL

Fonte: http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2012/04/projeto-do-governo-brasileiro-usa-producao-de-alimentos-como-metodo-de-ensino-3736102.html

quinta-feira, 26 de abril de 2012

4º Simpósio de Segurança Alimentar



Nesta quarta edição o Simpósio de Segurança Alimentar (SSA4) retorna a suas origens, em vários sentidos. Inicia-se por escolher novamente Gramado para sediar o evento; segue-se por escolher este assunto como seu tema, baseando-se nas tendências mundiais cada vez mais fortes, de uma valorização das tradições, das raízes, sobretudo na alimentação. Ainda, buscou-se experiências positivas de segurança alimentar no local original, resultando em novas parcerias e inclusão de novos assuntos, mas trazendo, mais uma vez, palestrantes apreciados nas primeiras edições, para nos atualizar sobre o que aconteceu no período.

O SSA retorna a suas origens, mas mantem o propósito de oferecer um espaço de discussão de temas atuais e, porque não dizer polêmicos, ligados à Segurança Alimentar, oportunizando o conhecimento das distintas visões sobre o assunto, não com o intuito de fomentar confrontos, mas de construir um entendimento mútuo sobre esta questão tão relevante para o desenvolvimento da nação. Isto está representado pelo ponto de interrogação que já questiona e busca respostas para como deve acontecer este retorno no mundo contemporâneo. Neste contexto, os temas a serem discutidos nesta edição são: Tendências da alimentação, Comunicação e alimentos, direito à alimentação, Sustentabilidade e produção de alimentos e Garantia da qualidade.

Inscrições e mais informações no site: http://www.sbctars.ufrgs.br/ssa4/
 
 
 
Fonte: http://www.sbctars.ufrgs.br/ssa4/

Controle de Custos




Algumas definições:

  • Custo: é o conjunto de gastos, os quais ocorrem para a existência de um produto e/ou serviço prestado.
  • Custo da refeição: resulta da relação entre as despesas totais realizadas e o número das refeições que foram produzidas.
  • Despesas: resulta dos valores pagos por mercadorias, serviços, mão de obra, impostos, ou seja, todos os gastos necessários para a realização e manutenção do serviço.
Classificação dos Custos

Os custos se classificam em:

Variáveis - os custos sofrem variação em função da produção, quando estiver relacionado a: água, luz, gás, material de limpeza, etc;
Fixos - os custos não variam em função da produção quando estiver relacionado a: salários dos empregados, encargos sociais, seguros, aluguel, etc;

Custo da refeição, calcula-se com base nos gastos seguintes:

  • Matéria-prima
  • Mão de obra
  • Encargos sociais
  • Energia elétrica
  • Gás
  • Água
  • Material de higiene
  • Depreciação dos equipamentos
  • Descartáveis.
Como Calcular o Custo da Refeição

Calcula-se através do cardápio padrão mais somatório de todas as despesas dividido pelo número de refeições. CP + D/R = CR (custo refeição)
e, através do custo do cardápio diário, o qual é encontrado pelo somatório do per capta, fator de correção, peso bruto, preço unitário de cada gênero alimentício.

Per capta

É a quantidade suficiente para atender um indivíduo/ comensal, atendendo através deste um grupo de pessoas. Sendo o principal instrumento para a que se possa elaborar os custos em um cardápio e esta relacionado ao peso liquido do alimento.
Ex.: Batata doce com charque (p/ uma pessoa) -
batata doce: 70 g
charque: 40 g

Fator Correção ou Índice de Partes Comestíveis

Refere-se ao peso bruto, ou seja, in natura e ao peso líquido, depois do processo.
É necessário para planejar a quantidade do cardápio e os seus gêneros, utilizando as fórmulas:

PL: PB/FC
PB: PL x FC

Ex.: utiliza-se em uma receita 300g de cenoura descascada, de acordo com a ficha técnica do preparo da receita, sabe-se que o fator correção para este alimento é de 1.51 e que custa 0,90 centavos o quilo, logo usa-se a fórmula: PL X FC =300 x 1,51 = 453 g.
Para achar o custo da refeição: PB X VALOR = 453 x 0,90 = R$ 0,41.

Vale para vários tipos de alimentos, como beterraba, nabo, abóbora, alface, acelga, em fim as hostalícias em geral.


Percentual de Desperdício (%D)

%D = (PB - PL) x 100/ PB

Percentual de Utilização (%U)

%U = PL x 100/ PB

quinta-feira, 19 de abril de 2012

World Nutrition Rio 2012

Programado para ser o maior congresso de nutrição em saúde pública já realizado, o WNR2012 terá como tema "Nutrição Mundial: Conhecimento, Política e Ação". Ao final do encontro será elaborado um documento com orientações para futuras políticas públicas na área de alimentação.

Quando - 27/04/2012 09:00 até 30/04/2012  às 12:30 h
Onde - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, RIO DE JANEIRO/RJ
Telefone do Contato 21 2548-5141




Inscrições, Programação, Documentos preparatórios e Contato no site a seguir: http://www.redesan.ufrgs.br/world-nutrition-rio-2012/?searchterm=None

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Seminário - Políticas públicas e participação popular: desafios e possibilidades

O PET-CONEXÕES DE SABERES SERVIÇO SOCIAL, promove nos dias 24 e 26 de abril (Maceió -  AL), o seminário "Políticas públicas e participação popular: desafios e possibilidades", com o objetivo de conhecer e debater as políticas de assistência social, reforma agrária, juventude e segurança alimentar e nutricional; enfocando a efetividade da participação popular nessas políticas.


Desse modo o PET abre espaço para uma reflexão desafiadora, tendo em vista a importância da (re)construção do papel de protagonista a ser assumido pela população frente às diferentes políticas públicas.

Para esse exercício de reflexão, o PET Conexões de Saberes Serviço Social convidou profissionais e usuários e espera estar cumprindo a tarefa de inserir a UFAL em uma discussão de interesse da comunidade universitária e da população.
 
Com discussões temáticas em:
 
  • Assistência social e participação popular
  • Política da juventude e participação popular
  • Política agrária e participação popular
  • Política de segurança alimentar e nutricional e participação popular
 
Atenção, vagas limitas, então se inscrevam já!



Inscrições para o Seminário Políticas públicas e participação popular: desafios e possibilidades
 
 
 
Fonte: PET - Conexões de Saberes - Serviço Social - UFAL

terça-feira, 17 de abril de 2012

Determinação da Vida de Prateleira nos Alimentos

A vida de prateleira de um alimento, vulgarmente conhecida por validade, é o período temporal no qual um alimento se mantém seguro para o consumidor, mantém as características sensoriais, físicas, químicas e funcionais desejadas, e cumpre com as características nutricionais evidenciadas na rotulagem, sob as condições de armazenagem recomendadas. Em suma, o alimento enquanto válido terá de cumprir dois condições essenciais – segurança e qualidade – embora seja praticamente impossível garantir a qualidade a partir do momento em que alimento se torna inseguro.




Os alimentos são sistemas complexos e activos. Assim, para avaliar a de vida de prateleira, tem que se compreender o conjunto de reacções microbiológicas, enzimáticas e físico-químicas que existem no seu interior, e identificar os motivos e mecanismos responsáveis pela sua degradação ou perda de características. Muitos desses motivos e mecanismos são identificados no decurso da implementação do sistema de HACCP (principio 1 e 2), bem como, o estabelecimento de limites críticos para esses riscos (principio 3) que irão servir de referência para determinar a fronteira entre a conformidade e não conformidade de um alimento de modo a poder-se criar modelos que permitam calcular o seu tempo de validade. É portanto aconselhável, que o estabelecimento de vida de prateleira de um alimento se faça paralelamente com a implementação do sistema de HACCP.



A vida de prateleira é normalmente estimada com base em produtos semelhantes existentes no mercado ou em registos existentes. No entanto, para um alimento que se tenha de determinar a sua vida de prateleira de raiz, a maneira mais comum e directa é simular as condições desde a armazenagem, distribuição, exposição e uso por parte do consumidor registando a sua evolução e alterações ao longo do tempo. Este tipo de determinação é admissível para produtos com validades pequenas, mas para produtos com validades grandes isto significa uma grande disponibilidade de tempo e dinheiro para as sucessivas análises, algo que as empresas não têm ou não querem empregar, quer por motivos de exigência dos consumidores e concorrência que obrigam as empresas a colocar produtos novos o mais rapidamente possível no mercado, quer por motivos óbvios de controlo de gastos. A alternativa é utilizar-se métodos rápidos de determinação da vida de prateleira nos quais o alimento é acondicionado perante condições físico-químicas que aceleram a sua deterioração. Isto não significa obrigatoriamente o aumento da temperatura pois em determinados alimentos compostos, como o pão, o aumento da temperatura aumenta as suas qualidades. Estas condições referem-se principalmente à cristalização dos açúcares, aumento da actividade da água (Aw), desnaturação das proteínas, alteração dos compostos gordos, etc.



Outra forma de determinar mais rapidamente a vida de prateleira é utilizando modelos de previsão baseados em relações matemáticas e estatísticos. Estes modelos são utilizados especialmente para avaliar a evolução microbiológica no alimento e dependem de três factores: factores intrínsecos, relacionados com produto, onde o pH e o Aw são as variáveis mais importantes; factores extrínsecos, relacionados com o ambiente, na qual a temperatura é a variável mais importante; e factores implícitos relacionados com o comportamento dos microrganismos perante a combinação dos factores intrínsecos e extrínsecos. Isto significa que combinando valores de pH, Aw e temperatura, poderá ser proporcionado condições para um maior desenvolvimento microbiológico no alimento, ou pelo contrário, inibir o seu crescimento.



Normalmente as empresas deparam-se com três cenários possíveis para o cálculo da vida de prateleira. Um que corresponde a condições óptimas de manipulação e armazenagem (gera uma validade elevada), outro onde alguns abusos na manipulação e armazenagem são admitidos, e finalmente, um cenário onde o alimento passa por condições adversas de manuseio e acondicionamento. Por norma, o primeiro e último cenário são ignorados, pois se no primeiro as condições admitidas são inatingíveis devido à sua excessiva perfeição, o último ocasiona um subaproveitamento da vida de prateleira potencial do alimento. Deste modo, opta-se pelo cenário intermédio, no qual muitas empresas, como margem de segurança extra, optam por dar cerca 75% da validade calculada ao alimento.



Apesar dos métodos aqui descritos serem os mais comuns nos cálculos da vida de prateleira de um alimento, deve-se ter em conta que essa determinação, muito raramente, é igual à realidade pois erros e problemas irão sempre existir durante a cadeia de distribuição e especial durante o manuseamento por parte do consumidor, razão pelo qual muitas empresas optam pela margem extra de segurança. Afinal, o estudo da vida de prateleira não é mais do que experiências controladas que não podem cobrir todas as eventualidades.



Joaquim Dias, Engenheiro Alimentar




Fonte: http://www.hipersuper.pt/2007/01/19/Determina_o_da_Vida_de_Pratelei/

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Alagoas - Vigilância Sanitária realiza campanha Alimentos Seguros - Vida Saudável




Com o objetivo orientar a população sobre os cuidados com a alimentação no período do Carnaval, a Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde realiza a sexta edição da campanha Alimentos Seguros - Vida Saudável. A ideia é sensibilizar a população para a importância de manter uma alimentação livre de perigos à saúde. Durante a ação, equipes de fiscalização percorrerão todo o Litoral, em especial as cidades com maior circulação de foliões, como as Barras de Santo Antônio e São Miguel, Marechal Deodoro, Paripueira, Japaratinga e Maragogi. Os fiscais vão inspecionar restaurantes, barracas de praia e ambulantes, averiguando as condições de cada local. De acordo com a gerente de Alimentos da Divisa, Márcia Maria Alves, a campanha acontece durante todo o período carnavalesco e terá a parceria das vigilâncias municipais. Além disso, a Vigilância Sanitária vai orientar as pessoas a exigirem seus direitos, tornando-se parceiras do órgão. Para atender às denúncias, a Divisa trabalhará em regime de plantão, das oito da manhã às cinco da tarde. As reclamações poderão ser feitas pelos telefones 3315-3779 e 3315-6691 ou na sede da diretoria, na Rua Sete de Setembro, 50, Centro de Maceió.



 
Fonte: http://www.saude.al.gov.br/assuntosgerais/vigilanciasanitariarealizacampanhaa
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...