Gestão - Alimentos & Negócios

Mostrando postagens com marcador Segurança Alimentar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Segurança Alimentar. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de maio de 2013

Cliente Insatisfeito x As Redes Sociais - De olho no que come, pois pode conter coisas estranhas!



A falta de higiene nos estabelecimentos é a maior causa de sua própria desgraça. Pois, os consumidores conscientes e em plena era das redes sociais, em um segundo declaram sua insatisfação. E por seguinte levam outros tantos consumidores à pensarem onde comem e o que comem.

Neste caso, a cliente registrou o ocorrido na Pizzaria Papito! ( Maceió), e como a mesma declarou: "Fica registrado para o conhecimento de todos, que na maioria das vezes, o barato sai caro." Esta imagem junto com a indignação da cliente recebeu vários compartilhamentos desde a sua publicação no dia 12/05/13 no facebook:

 Aos adeptos da Pizzaria Papito em Maceió, venho alertar pela falta de higiene, ao abrir e pizza e começar a retirar o manjericão, pois ela não gosta, eis que minha mãe (que presente do dia das mães), se depara com essa pequena LARVA no meio da pizza dela. Ligamos e solicitamos APENAS a devolução do dinheiro, a DONA da pizzaria, perguntou se queríamos que mandasse outra pizza. kkkkkkkkkkk é pra rir mesmo ne?Algum tempo depois, o entregador chega para devolver o dinheiro, entregamos a pizza de volta. Fica registrado para o conhecimento de todos, que na maioria das vezes, o barato sai caro... -  Vanessa Niwmilson.

Que horror! Um cliente insatisfeito no facebook não é nada bom para o marketing do serviço/empresa de alimentos. Será que o processo segue a norma de boas práticas exigida? Como se dá a higienização e o armazenamento? Entre outras questões, longe de ser uma retórica imediata, a resposta se dá a partir da responsabilidade de quem oferece o serviço e/ou produto e por fim; o cliente.

Vocês donos de qualquer serviço de alimentos, fiquem de olho! porque nós consumidores também estamos de olho!

Lembrando que você cliente, pode acionar a vigilância sanitária:

 Disk Denúncia - Para acionar o Disk Denúncia da Vigilância Sanitária, basta ligar para o número (82) 3315-3779/6691 ou enviar mensagem eletrônica para o e-mail sinavisa@saude.al.gov.br . Ao receber a denúncia, a equipe de inspeção é enviada ao estabelecimento comercial e irá realizar uma fiscalização. Caso se constate algum problema, o local inspecionado poderá ser notificado ou, inclusive, interditado.

Diretoria de Vigilância Sanitária - DIVISA

Geral
Objetivo
Proteger e promover a saúde da população garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços participando da construção de seu acesso.

quarta-feira, 6 de março de 2013

3 alimentos que possivelmente não comeria se soubesse como são feitos

A maioria das pessoas prefere não saber como são elaborados certos alimentos. Se você não fizer parte desse grupo, continue lendo pois vai se inteirar com quais ingredientes se fazem alguns produtos que comemos no nosso dia a dia. Possivelmente alguns deixem de apreciar estes alimentos ao chegar ao final do post.

 1º Alimento: Gelatina



 Se existe um produto inofensivo, esse é a gelatina. É um alimento livre de colesterol, sem conservantes nem aditivos, que os médicos recomendam para prevenir a osteoporose e a artrose, entre outros benefícios. No entanto, sob seu aspecto inocente e tremelicante oculta-se um monstro. A gelatina é formada por 90% de proteínas obtidas do colágeno. Qual é a matéria prima do colágeno? Recortes de couro do gado sem curtir e partes frescas da cabeça e ossos, cujas gorduras são retiradas, que trituram antes de completar 24 horas do sacrifício do animal, para serem transformados em osseína. Depois de lavá-los várias vezes com ácido, o couro e a osseína são expostos a uma solução de cal, entre 5 e 10 semanas. A substância extraída é depois esterilizada a 145 graus e rapidamente esfriada para solidificar. Daí, pode ir direto para sua cozinha.

2º Alimento: Chouriço
 Também conhecida como morcilha ou morcela dependendo da região do país, é um embutido feito com sangue de porco coagulado. Primeiro, lavam-se as tripas do porco com sabão e limão repetidas vezes, até deixá-las sem cheiro. O recheio é preparado colocando-se em um panela o sangue fresco do animal condimentado com alho, cebola, açúcar, sal e orégano. Depois de fervido, dá se um nó na extremidade da tripa que é recheada com os ingredientes citados anteriormente com um funil. Outro nó na tripa e ferve-se novamente durante trinta minutos. Se ao mastigar notarmos algo duro na boca, como uma cartilagem, é porque em muitos casos acrescentam triturados de cabeça e miúdos na panela.

3º Alimento: Patê
 Tem muita gente que não vive sem ele apesar de nem imaginar de como é feito. O patê é elaborado com o descarte de vísceras e de carne de diferentes animais, como vacas, porcos e patos. Para conseguir a textura, o sabor e a consistência que conhecemos, agregam farinhas, temperos, leite, conservantes e outros vários aditivos. Ainda que em geral predomina o sabor de fígado, não é o ingrediente que mais abunda na mistura.

E aí, continua com o mesmo conceito? É essencial que o consumidor saiba como são fabricados os alimentos que consomem. Estejam sempre alertas. Sejam conscientes! 

Gestão Alimentos & Negócios. 


domingo, 10 de junho de 2012

Qualidade alimentar


A qualidade alimentar vai muito além de uma comida livre de riscos e perigos físicos, químicos ou microbiológicos durante o preparo. Ela engloba que tipo de matéria prima, ou seja, a sua origem, os processos que passou antes de torna-se insumos de preparos os alimentos que chegam à mesa do consumidor.
Será que de fato estamos preocupados com a saúde dos nossos clientes?
Muitos alimentos apresentados causam sérios riscos a saúde humana, dentre elas o câncer. O abuso na utilização de gorduras trans, alimentos com nitritos e nitratos, entre outros elementos industrializados, tem gerado polemica. Em alguns países, a introdução de algumas substâncias, ou formas de preparos, estão sendo questionadas e até proibidas da sua utilização.
Todo cuidado é pouco. Por isso é bom sempre consultar os órgãos competentes, e suas normativas e resoluções (ANVISA, por exemplo) antes de qualquer processamento, principalmente a nível industrial.
Leia sempre a rotulagem dos produtos antes de optar pela utilização.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

4º Simpósio de Segurança Alimentar



Nesta quarta edição o Simpósio de Segurança Alimentar (SSA4) retorna a suas origens, em vários sentidos. Inicia-se por escolher novamente Gramado para sediar o evento; segue-se por escolher este assunto como seu tema, baseando-se nas tendências mundiais cada vez mais fortes, de uma valorização das tradições, das raízes, sobretudo na alimentação. Ainda, buscou-se experiências positivas de segurança alimentar no local original, resultando em novas parcerias e inclusão de novos assuntos, mas trazendo, mais uma vez, palestrantes apreciados nas primeiras edições, para nos atualizar sobre o que aconteceu no período.

O SSA retorna a suas origens, mas mantem o propósito de oferecer um espaço de discussão de temas atuais e, porque não dizer polêmicos, ligados à Segurança Alimentar, oportunizando o conhecimento das distintas visões sobre o assunto, não com o intuito de fomentar confrontos, mas de construir um entendimento mútuo sobre esta questão tão relevante para o desenvolvimento da nação. Isto está representado pelo ponto de interrogação que já questiona e busca respostas para como deve acontecer este retorno no mundo contemporâneo. Neste contexto, os temas a serem discutidos nesta edição são: Tendências da alimentação, Comunicação e alimentos, direito à alimentação, Sustentabilidade e produção de alimentos e Garantia da qualidade.

Inscrições e mais informações no site: http://www.sbctars.ufrgs.br/ssa4/
 
 
 
Fonte: http://www.sbctars.ufrgs.br/ssa4/

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Seminário - Políticas públicas e participação popular: desafios e possibilidades

O PET-CONEXÕES DE SABERES SERVIÇO SOCIAL, promove nos dias 24 e 26 de abril (Maceió -  AL), o seminário "Políticas públicas e participação popular: desafios e possibilidades", com o objetivo de conhecer e debater as políticas de assistência social, reforma agrária, juventude e segurança alimentar e nutricional; enfocando a efetividade da participação popular nessas políticas.


Desse modo o PET abre espaço para uma reflexão desafiadora, tendo em vista a importância da (re)construção do papel de protagonista a ser assumido pela população frente às diferentes políticas públicas.

Para esse exercício de reflexão, o PET Conexões de Saberes Serviço Social convidou profissionais e usuários e espera estar cumprindo a tarefa de inserir a UFAL em uma discussão de interesse da comunidade universitária e da população.
 
Com discussões temáticas em:
 
  • Assistência social e participação popular
  • Política da juventude e participação popular
  • Política agrária e participação popular
  • Política de segurança alimentar e nutricional e participação popular
 
Atenção, vagas limitas, então se inscrevam já!



Inscrições para o Seminário Políticas públicas e participação popular: desafios e possibilidades
 
 
 
Fonte: PET - Conexões de Saberes - Serviço Social - UFAL

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Alagoas - Vigilância Sanitária realiza campanha Alimentos Seguros - Vida Saudável




Com o objetivo orientar a população sobre os cuidados com a alimentação no período do Carnaval, a Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde realiza a sexta edição da campanha Alimentos Seguros - Vida Saudável. A ideia é sensibilizar a população para a importância de manter uma alimentação livre de perigos à saúde. Durante a ação, equipes de fiscalização percorrerão todo o Litoral, em especial as cidades com maior circulação de foliões, como as Barras de Santo Antônio e São Miguel, Marechal Deodoro, Paripueira, Japaratinga e Maragogi. Os fiscais vão inspecionar restaurantes, barracas de praia e ambulantes, averiguando as condições de cada local. De acordo com a gerente de Alimentos da Divisa, Márcia Maria Alves, a campanha acontece durante todo o período carnavalesco e terá a parceria das vigilâncias municipais. Além disso, a Vigilância Sanitária vai orientar as pessoas a exigirem seus direitos, tornando-se parceiras do órgão. Para atender às denúncias, a Divisa trabalhará em regime de plantão, das oito da manhã às cinco da tarde. As reclamações poderão ser feitas pelos telefones 3315-3779 e 3315-6691 ou na sede da diretoria, na Rua Sete de Setembro, 50, Centro de Maceió.



 
Fonte: http://www.saude.al.gov.br/assuntosgerais/vigilanciasanitariarealizacampanhaa

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pontos-chave para uma alimentação segura.




Os registros do Ministério da Saúde indicam que a maior parte das doenças transmitidas por alimentos ocorre nas residências e está relacionada ao incorreto manuseio e conservação dos alimentos nesse ambiente.

Segundo o conceito do Ministério da Saúde, as Doenças transmitidas por alimentos, mais comumente conhecidas como DTA, são causadas pela ingestão de alimentos ou bebidas contaminados. Existem mais de 250 tipos de DTAs e a maioria são infecções causadas por bactérias e suas toxinas, vírus e parasitas. Outras doenças são envenenamentos causados por toxinas naturais (ex. cogumelos venenosos, toxinas de algas e peixes) ou por produtos químicos prejudiciais que contaminaram o alimento (ex. chumbo, agrotóxicos). 



No Brasil, o Ministério da Saúde faz a vigilância epidemiológica de surtos de DTA desde 1999 e há registro médio de 665 surtos por ano, com 13 mil doentes. Surto de DTA é o episódio em que duas ou mais pessoas apresentam doença semelhante após ingerirem mesmos alimentos. O Ministério da Saúde verificou a seguinte distribuição dos surtos de DTA por locais de ocorrência: 

Local de ocorrência
Nº Surtos
%
Residências
2069
45,2
Restaurantes
903
19,7
Escolas
489
10,7
Refeitórios
338
7,4
Festas
263
5,8
Unidades de Saúde
75
1,6
Ambulantes
23
0,5
Outros
417
9,1

Os sintomas mais comuns para as doenças transmitidas por alimentos são falta de apetite, náuseas, vômitos, diarréia, dores abdominais e febre (dependendo do agente etiológico). Podem ocorrer também afecções extra-intestinais em diferentes órgãos e sistemas como no fígado (Hepatite A), terminações nervosas periféricas (Botulismo),

As doenças que causam diarréia e vômitos podem levar à desidratação, caso o paciente perca mais fluidos corporais e sais minerais (eletrólitos) do que a quantidade ingerida. A reposição destes fluidos e eletrólitos é extremamente importante para evitar a desidratação. Quando a diarréia é aguda, deve-se ingerir sal de reidratação oral, disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, ou outras soluções de reidratação oral. Os repositores hidroeletrolíticos, indicados para praticantes de atividade física, não compensam corretamente as perdas de fluidos e eletrólitos e não devem ser utilizadas para tratamento de doença diarréica.
Segundo recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), cuidados simples em casa podem reverter esse quadro nacional.


Por isso:

MANTENHA A HIGIENE;
SEPARE OS ALIMENTOS CRUS DOS COZIDOS;
COZINHE MUITO BEM OS ALIMENTOS;
MANTENHA OS ALIMENTOS EM TEMPERATURAS SEGURAS;
USE ÁGUA TRATADA E ALIMENTOS SEGUROS.






Fonte: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/cinco_pontos/index.htm
Fonte de Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg21vqpJyk7ZS88w9jP3L8tksXpDjJgZ3XmJ1L-iUryu62NAqn0Wi4ksk5k1Mz19zMlIqN-xGhT7FPpexrlITwKA1_OLUv0noJ7Q8y3lhyKXanxVsnvYfSN5VEMo_TvTpo2Hq2ynb0EZG1B/s400/bacteria-300x210.jpg

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Cuidados na Distribuição dos Alimentos



Outro fator que merece total atenção é a etapa de distribuição dos alimentos, principalmente se os alimentos forem perecíveis. Esses são sensíveis à deterioração, tanto biológica, física ou química. Comprometendo a qualidade e colocando em risco o consumidor. Por isso, devem está bem condicionados, estocados, transportados e entregues, isso com segurança no decorrer do processo.

Pensando nisso, aqui vai algumas dicas:

  • O alimento já preparado deverá ser mantido em uma temperatura, a qual chamamos de defesa inferior, ou seja, a 7 ºC positivos ou em defesa superior de 70 ºC, também positivos. Isso deverá ser mantido tanto antes como durante a distribuição. Com exceção dos alimentos que forem mantidos nos balcões térmicos. E nesse processo deve-se procurar diminuir o tempo entre a preparação e a entrega, para evitar maiores problemas;
  • Todos que estão envolvidos nesse serviço devem evitar falar, cantar, tossir em direção do alimento e ou dentro do setor de produção do mesmo. Os alimentos devem ser mantidos com o máximo de proteção;
  • Nos balcões térmicos deverá permanecer alimentos em pequenas quantidades e/ou em quantidades suficientes para cada período de distribuição.
  • Os alimentos devem ser colocado e conservados em cubas tampadas quando durante o processo ocorrer alguma interrupção.
  • Alimentos que permaneceram nos balcões térmicos e não foram distribuidos, não deverão ser reaproveitados;
  • Estar atentos para que molhos, os quais não foram utilizados nunca poderão ser aproveitados, por conta do tempo de espera à temperatura ambiente;
  • Utensílios ultilizados durante a distribuição não podem serem reutilizados sem a devida higienização;
  • Deverão ser retirados dos balcões térmicos assim que termine a distribuição;
  • limpar e secar bandejas e todos os utensílios com panos limpos;
  • Não utilizar panos de cozinhas para proteção de uniformes. Os colaboradores deverão estar devidamente uniformizados e com os EPI's. (Equipamentos de Proteção Individuais)
Deve ser revisto também os seguintes pontos:

- Condições e restrições para conservação;
- Embalagem e unitização;
- Armazenagem e transbordos; e
- Transporte.





Referência: http://www.newslog.com.br/site/default.asp?TroncoID=907492&SecaoID=508074&SubsecaoID=627271&Template=../artigosnoticias/user_exibir.asp&ID=909912&Titulo=Cuidados%20com%20a%20distribui%E7%E3o%20de%20alimentos%20perec%EDveis   / Manual de Controle Higiênico Sanitário em Alimentos. 5ª edição, Livraria Varela 1995. pag, 132 - 13.7, total 477. São Paulo.
Fonte de Imagem: http://www.banasqualidade.com.br/arquivos/Etiqueta%20-%20HACCP.jpg

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O Ser Humano Vem a Ser o Que Come?

A Questão das Contaminações de Alimentos Hoje - Suas Implicações à Saúde Humana e como os Orgânicos-Biodinâmicos podem Contribuir para Reduzir a Contaminação.



O filósofo L. Feuerbach disse, por volta de 1850: “O homem é o que come”. Esta frase, apesar do sentido irônico, descreve bem o que acontece quando comemos algo saudável e ficamos mais saudáveis, ou quando comemos algo imprestável e, por isto, ficamos doentes.

Não podemos escapar da realidade de ter que nos alimentar. A questão é com o que devemos nos alimentar? Outra questão a ser colocada poderia ser o alimento nos nutre apenas fisicamente? Como ficam a saúde, as cores, os aromas e a integralidade dos alimentos e como fica o meio ambiente em que vivemos?

Com o avanço da química e da genética passamos a considerar o alimento como objeto no food design, passando a consumi-lo de maneira mais veloz e pronta no fast food e de maneira totalmente inconsciente, engolindo tudo que se apresenta à nossa frente, enquanto fazemos negócios, vemos televisão ou caminhamos pela cidade, o novel food.

Considerando que os alimentos são desenhados geneticamente, contaminados com inseticidas, herbicidas, fungicidas, bactericidas, hormônios e posteriormente processados tendo adição de emolientes, estabilizantes, acidulantes, diluentes, corantes, aromatizantes, vitaminas, reforçadores de sabor, entre outros (são 2.700 aditivos para alimentos), percebemos que do campo ao prato, provavelmente alteramos os alimentos de tal maneira que torna difícil avaliar realmente o que estamos comendo” 1.

A questão das doenças degenerativas do sistema cerebral e neurossensorial nos seres humanos ultrapassa hoje qualquer limite de compreensão científica. Estatísticas mostram que em países desenvolvidos, se a pessoa tem 85 anos, ela tem quase 50% de chance de estar com doença de Alzheimer 2.
As hipóteses mais recentes em relação à atuação dos radicais livres que estariam degradando e envelhecendo o organismo humano precocemente, levam hoje a camada mais esclarecida da população a consumir vitaminas, minerais e substâncias neutralizadoras dos radicais livres, buscando harmonizar a função celular e a função do organismo.

Substâncias ingeridas que perturbam as sinapses, terminais das células nervosas do organismo onde ocorrem transmissão de informações, acabam levando também à degeneração das células nervosas como um todo. Uma melhor eliminação de substâncias nocivas como cigarro, álcool e agentes químicos formadores de radicais livres como estabilizantes e aditivos químicos é possível por meio da adição à dieta de alimentos que contenham antioxidantes. Harmonizadores das ligações sinápticas como as proteínas vegetais derivadas da soja, iogurtes e plantas parecem (isoflavonas, por exemplo, por um lado, iogurtes por outro, que são derivados de fungos e bactérias, de fácil digestão, acompanhados de soro,

açúcares lácticos e proteínas vegetais, acompanhadas de vitaminas e fatores anticancerígenos e antioxidantes também) ser hoje recomendáveis e se aliam às fórmulas modernas adotadas em todo o mundo por populações com índices de longevidade saudável.

A questão da vaca louca (Síndrome Bovina Espongiforme) pode ser mais um sintoma de um fenômeno global que acontece quando desvirtuamos a qualidade original dos alimentos, desviando-o do design evolutivo, adaptado ao ambiente e ao ser humano (co-evolução adaptativa). Ao forçarmos um animal ruminante a consumir carcaças protéicas de outros animais, estamos dando um exemplo de incompetência técnica e científica que mostra que o direcionamento técnico moderno está bastante deturpado e longe da compreensão de como funciona a natureza 3. No cérebro do portador de doença de Kreutzfeld-Jacob (forma humana da doença da vaca louca) aparecem os príons, estranhas proteínas replicáveis, e na doença de Alzheimer, as placas e emaranhados amilóides, ambos de natureza protéica nessas duas terríveis doenças neuro-degenerativas.

A manifestação fisiológica, embora de causas diferentes, assemelha-se, levando-nos a perguntar: trata-se de uma simples contaminação por príons ou de uma degeneração das funções cerebrais normais?



Fonte: http://www.racine.com.br/portal-racine/alimentacao-e-nutricao/qualidade-de-alimentos/a-questao-das-contaminacoes-de-alimentos-hoje-suas-implicacoes-a-saude-humana-e-como-os-organicos-biodinamicos-podem-contribuir-para-reduzir-a-contaminacao

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Doenças de origem alimentar ou toxinfecção alimentar


Todos sabemos que os alimentos possuem papel essencial na saúde humana.No entanto, algumas pessoas desconhecem que quando não conservados, armazenados e preparados, obedecendo às normas de higiene, o alimento se torna responsável pela transmissão de doenças. Dessa maneira, entre as doenças provenientes de alimentos contaminados encontramos a intoxicação e infecção alimentar, conhecidas no geral por toxinfecção alimentar.
Toxinfecção alimentar é o nome que se dá aos sintomas desagradáveis que uma pessoa apresenta depois de ingerir alimentos contaminados por microrganismos nocivos ao organismo, como as bactérias e outros. Provavelmente você alguma vez experimentou episódios de náuseas, vômito, febre, cólicas intestinais, diarréia, coceira na pele, entre outros, depois de ter consumido aquela maionese, frutos do mar ou doce, que por sinal estavam ótimos, naquele restaurante chiquetérrimo no almoço do domingo.
Assim, contrariando o que a maioria das pessoas acreditam, os alimentos contaminados pelas bactérias normalmente possuem aparência, gostos e cheiro normais. É importante dizer que as bactérias, por serem microrganismos, são invisíveis ao olho nu. Daí a causa menos comum das doenças de origem alimentar é a ingestão de alimentos visivelmente deteriorados pelos microrganismos.
Outra causa da toxinfecção alimentar pode ser a ausência de uma higienização adequada dos manipuladores, equipamentos e utensílios que estão em contato com o alimento. Outra forma para ocorrer a doença é armazenar, distribuir e consumir alimentos que se encontram em temperaturas e tempo de exposição do alimento ideais para a multiplicação das bactérias.
Além disso, cada bactéria é única, tem preferência de alimentos, provoca diferentes sintomas no organismo saudável e possui período de incubação (tempo que demora para surgir os sintomas) que vai de 1 a 72 horas após a ingestão do alimento contaminado.
"Regras de Ouro" da Organização Mundial de Saúde para preparação higiênica dos alimentos.

1- Escolher alimentos tratados de forma higiênica


Ainda que muitos estejam melhores em estado naturais, outros somente são seguros quando tratados. Por exemplo, convém sempre adquirir leite pasteurizado, em vez de in natura e, se possível, comprar carnes (frescas ou congeladas) que tenham sido tratadas em temperaturas adequadas para imperdir a presença de bactérias.

2- Cozinhar bem os alimentos


Muito dos alimentos crus estão em meios contaminados por microrganismos. Estes podem ser eliminados apenas por uma boa cocção (cozinhar) dos alimentos. A temperatura ideal de cocção deve atingir pelo menos 70ºC em toda massa do alimento. Os alimentos congelados devem ser completamente descongelados antes da cocção.

3 - Consumir imediatamente os alimentos cozidos


Quando os alimentos cozidos se esfriam à temperatura ambiente, os microrganismos iniciam a sua multiplicação. Quanto mais tempo se espera, maior é o risco. O ideal é manter o alimento em temperatura de até 65ºC para o consumo.

4 - Armazenar cuidadosamente os alimentos


- Temperatura de armazenamento de alimentos congelados - igual ou menor a 0ºC ou de acordo com as recomendações do fabricante;

- Temperatura de armazenamento de alimentos resfriados - de 0ºC a 10ºC ou de acordo com as recomendações do fabricante;

- Temperatura de armazenamento de alimentos cozidos - em condições de calor: acima de 65 C; em condições de frio: em torno ou abaixo de 10ºC


5 - Evitar o contato entre os alimentos crus e cozidos


Um alimento bem cozido pode se contaminar com um mínimo contato com alimentos crus. Esta contaminação "cruzada" pode ser direta, como acontece, por exemplo, quando utilizamos uma tábua para cortar a carne assada e com essa mesma tábua trinchamos a carne crua.


Entre as outras "Regras de Ouro" podemos citar o uso de água limpa e tratada, a lavagem constante das mãos, antes de manipular o alimento e após qualquer interrupção, a limpeza das superfícies de contato do alimento e a manutenção dos alimentos fora do alcance de insetos, roedores e outros animais.
Saiba um pouco mais das principais bactérias causadoras da doenças alimentares:





















































Por: Roberta Stella
Nutricionista formada pela Universidade de São Paulo (USP)

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Segurança Alimentar e Nutricional

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) : http://www.planalto.gov.br/consea/exec/index.cfm

Consiste na realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras da saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econômica e socialmente sustentáveis.
Situações de insegurança alimentar e nutricional podem ser detectadas a partir de diferentes tipos de problemas: fome, obesidade, doenças associadas à má alimentação e consumo de alimentos de qualidade duvidosa ou prejudicial à saúde.
A produção predatória de alimentos em relação ao ambiente, os preços abusivos e a imposição de padrões alimentares que não respeitem a diversidade cultural também são provocadores de insegurança alimentar.

Direito Humano à Alimentação Adequada
A alimentação adequada é direito fundamental do ser humano, inerente à dignidade da pessoa humana e indispensável à realização dos direitos consagrados na Constituição Federal, devendo o poder público adotar as políticas e ações que se façam necessárias para promover e garantir a segurança alimentar e nutricional da população.
A adoção dessas políticas e ações deverá levar em conta as dimensões ambientais, culturais, econômicas, regionais e sociais. É dever do poder público respeitar, proteger, promover, prover, informar, monitorar, fiscalizar e avaliar a realização do direito humano à alimentação adequada, bem como garantir os mecanismos para sua exigibilidade.

Soberania Alimentar
A consecução do direito humano à alimentação adequada e da segurança alimentar e nutricional requer o respeito à soberania, que confere aos países a primazia de suas decisões sobre a produção e o consumo de alimentos.

Intersetorialidade
Significa uma série de ações articuladas e coordenadas, utilizando os recursos
existentes em cada setor (materiais, humanos, institucionais) de modo mais eficiente, direcionando-os para ações que obedeçam a uma escala de prioridades
estabelecidas em conjunto.
Se os diferentes setores do governo e da sociedade agirem isoladamente, não teremos uma Política de Segurança Alimentar e Nutricional efetiva.
Recursos dispersos e aplicados sem um planejamento global são mais facilmente desperdiçados ou utilizados por grupos isolados para seus interesses particulares.

Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan)
Por meio desse sistema, os órgãos governamentais dos três níveis de governo e as organizações da sociedade civil devem atuar conjuntamente na formulação e implementação de políticas e ações de combate à fome e de promoção da segurança alimentar e nutricional.
Sociedade e governos (municipal, estadual e federal) também devem atuar conjuntamente no acompanhamento, monitoramento e avaliação da situação nutricional da população, definindo direitos e deveres do poder público, da família, das empresas e da sociedade.
A participação no sistema deverá obedecer a princípios e diretrizes e será definida a partir de critérios estabelecidos pelo Consea e pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Como Escolher O Peixe Da Semana Santa.



Semana Santa chegando e uma ótima dica pra quem ainda não foi às compras, principalmente dos peixes e/ou frutos do mar, ainda dá tempo! Sabe como comprar realmente o seu peixe? Sabe quando o peixe é de boa qualidade e não irá oferecer risco quando for consumido? Mesmo que tenha uma leve lembrança quais dicas são essências para a compra do peixe fresco segura, o que é mais importante e para uma semana Santa mais tranqüla.

É importante antes de mais nada verificar o estabelecimento, o qual você irá comprar o peixe, pois, de nada adianta seguir as dicas de como identificar aspectos do peixe e não observar o local da compra, a limpeza e tudo mais. Verifique se os peixes são mantidos sob a refrigeração, feito isso segue as dicas:


Como Escolher Peixe Fresco


O peixe fresco tem olhos saltados e brilhantes , guelras de cor avermelhada viva, corpo rijo e elástico ao toque, pele lustrosa e escamas resistentes. Quase não tem cheiro.

Os pedaços, as postas e os filés não dever ser cortados com muita antecedência e a cerne tem que ter uma textura firme, sem ressecamento ou descoloração. Os ossos devem estar bem pesos à carne. Quando for comprar peixe congelado, verifique se a embalagem está perfeita, sem cristais de gelo, com cheiro suave e fresco.

A descoloração, a mudança de cor ou os cristais indicam que o peixe pode ter sido descongelado e congelado novamente. Os filés à milanesa dever estar secos, nunca úmidos.


Ótima Semana Santa! A Paz do Eu!

Fonte: http://www.gastroonline.com.br/asp/dica.asp?idtexto=2687

quarta-feira, 24 de março de 2010

PÁSCOA COM SEGURANÇA

Páscoa: Anvisa dá dicas para uma alimentação saudável e segura
A finalidade é de proteger o consumidor contra as infrações do mercado de consumo.

Locais de venda

Para escolher o estabelecimento utilize como critério a limpeza e a organização do ambiente e a higiene dos atendentes. Observe também se o local apresenta condições adequadas para conservação dos alimentos oferecidos.
Na compra de alimentos embalados verifique se as embalagens não estão sujas, amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, furadas, abertas ou com outros sinais de alteração. Quando as embalagens forem transparentes, observe se os alimentos apresentam alteração na cor, no aspecto ou se há presença de
matérias estranhas.



Lembre-se! Os produtos devem ser expostos sempre em cima de prateleiras e quando refrigerados e congelados devem ser mantidos na temperatura indicada pelo fabricante.

Os rótulos dos alimentos embalados devem apresentar as seguintes informações obrigatórias: o nome do produto, nome e endereço do fabricante, lista de ingredientes, conteúdo líquido, identificação da origem, lote e data de validade. Quando necessário, devem ainda apresentar instruções de preparo e cuidados de conservação.
Já os produtos de origem animal embalados, como carnes, leites e queijos, devem ter ainda no rótulo o selo de inspeção municipal, estadual ou do Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Atenção! Na escolha do alimento sempre verifique o prazo de validade e opte por aquele que lhe oferecer maior durabilidade.

Os alimentos refrigerados e congelados devem ser adquiridos no final das compras, para que fiquem o menor tempo possível expostos à temperatura ambiente. Os produtos congelados devem estar firmes e sem sinais de descongelamento, como acúmulo de líquidos.
Caso o estabelecimento não apresente boas condições de higiene, como alimentos com a validade vencida e armazenamento inadequado do alimento, comunique ao serviço de vigilância sanitária de sua localidade (http://www.anvisa.gov.br/institucional/enderecos/index.htm).

Escolha de Pescados

peixe fresco

peixe congelado

peixes salgado seco

crustáceos

caranguejos e siris

mariscos

polvos e lulas

Os pescados e a alimentação saudável

Peixe fresco

• Estar livre de: contaminantes físicos (areia, pedaços de metais, plásticos e/ou poeira), químicos (combustíveis, sabão e/ou detergentes) e biológicos (bactérias, vírus e/ou moscas).

• Aparência: ausência de manchas, furos ou cortes na superfície.

• Escamas: bem firmes e resistentes. Devem estar translúcidas (parcialmente transparentes) e brilhantes.

• Pele: úmida, tensa e bem aderida.

• Olhos: devem ocupar toda a cavidade, ser brilhantes e salientes, sem a presença de pontos brancos ao centro do olho.

• Membrana que reveste a guelra (opérculo): rígida, deve oferecer resistência à sua abertura. A face interna deve estar brilhante e os vasos sanguíneos, cheios e fixos.

• Brânquias: de cor rosa ao vermelho intenso, úmidas e brilhantes, ausência ou discreta presença de muco (líquido pastoso).

• Abdômen: aderidos aos ossos fortemente e de elasticidade marcante.

• Odor, sabor e cor: característicos da espécie que se trata.

• Conservação: deve ser mantido sob refrigeração ou sobre uma espessa camada de gelo.

voltar

Peixe congelado

• Conservação: verifique se o produto está armazenado na temperatura de conservação informada pelo fabricante na embalagem. Os produtos não podem estar amolecidos ou com acúmulo de líquidos, sinal de que passaram por um processo de descongelamento. A presença de gelo ou muita água indica que o balcão foi desligado ou teve sua temperatura diminuída temporariamente.

voltar

Peixe salgado seco

No Brasil é reconhecido como bacalhau todo opeixe salgado e seco. Existem no mercado nacional cinco espécies de peixe diferentes: Gadus morhua (Cod) e Gadus macrocephalus, que são reconhecidas como bacalhau legítimo, e Saithe, Ling e Zarbo.

Na hora de comprar o bacalhau é preciso estar atento a algumas dicas:

• O produto deve ser armazenado em local limpo, protegido de poeira e insetos;

• Verifique se não há a presença de mofo, ovos u larvas de moscas, manchas escuras ou avermelhadas, limosidade superficial, amolecimento e odor desagradável, que indicam que o produto não está bom para consumo;

• Quando vendido embalado, deve apresentar no rótulo a denominação de venda, data de validade, país de origem, prazo de validade, selo de inspeção federal e outras informações obrigatórias;
Outras informações sobre o tema podem ser onsultadas no endereço http://www.anvisa.gov.br/alimentos/informes/cartilha_bacalhau.pdf.

Crustáceos: devem ter aspecto geral brilhante, úmido; corpo em curvatura natural, rígida, patas firmes e resistentes; pernas inteiras e firmes; carapaça bem aderente ao corpo; coloração própria à espécie, sem qualquer pigmentação estranha; não apresentar coloração alaranjada ou negra na carapaça e apresentar lhos vivos, destacados, cheiro próprio e suave.

Caranguejos e siris: devem estar vivos e vigorosos; possuir cheiro próprio e suave; aspecto geral brilhante, úmido; corpo em curvatura natural, rígida, patas firmes e resistentes; pernas inteiras e firmes; carapaça bem aderente ao corpo; coloração própria à espécie, sem qualquer pigmentação estranha e devem apresentar olhos vivos, destacados.

Mariscos: devem ser expostos à venda vivos, om valvas fechadas e com retenção de água incolor e límpida nas conchas; apresentar cheiro agradável e pronunciado; ter a carne úmida, bem aderente à concha, de aspecto esponjoso, de cor acinzentada-clara nas ostras e amarelada nos mexilhões.

Polvos, lula: devem ter a pele lisa e úmida; olhos vivos e salientes; carne consistente e elástica; cheiro próprio (levemente adocicado); e ausência de qualquer pigmentação estranha à espécie.

Os pescados e a alimentação saudável
As proteínas presentes em alimentos de origem animal são completas, por conterem todos os aminoácidos essenciais que os seres humanos necessitam para o crescimento e a manutenção do corpo, mas que o organismo não é capaz de produzir. Assim, os alimentos de origem animal, tais como os pescados, as aves e as carnes, são excelentes fontes protéicas e de outros nutrientes (Guia Alimentar para a População Brasileira – Ministério da Saúde, 2006).
Além dos pescados serem fontes naturais de proteínas para o organismo, eles fornecem outros nutrientes importantes para os seres humanos, como vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais.
Os principais minerais encontrados nos pescados são: zinco, fósforo, ferro, cálcio e iodo (no caso de pescados de origem marinha). Ainda, os peixes são importantes fontes de vitaminas do complexo B (como a tiamina, a niacina e a vitamina B12).
Além disso, os peixes são ricos em ácidos graxos poliinsaturados, um tipo de gordura considerada saudável. Dentre os ácidos graxos poliinsaturados, destaca-se o ômega 3, encontrado principalmente em peixes de águas profundas e frias, como salmão, sardinha, cavala, arenque e atum.
Por todos esses motivos os peixes são considerados alimentos saudáveis e, dessa forma, devem estar presentes na alimentação.

Algumas medidas devem ser tomadas no momento do preparo ou do consumo dos pescados, a fim de melhorar a qualidade nutricional desses alimentos:

1. Dar preferência a peixes assados, cozidos ou grelhados. Evitar consumir peixes fritos, que possuem alto teor energético e de gorduras.

2. Retirar o couro do peixe antes de consumi-lo. A gordura saudável presente nos peixes está concentrada principalmente em sua carne e não em seu couro.

3. Utilizar temperos naturais para preparar peixes, tais como cebolinha, cebola, alho, orégano, manjericão, manjerona, cominho, noz-moscada, louro, etc. Deve-se evitar o consumo excessivo de sal e de temperos industrializados. No caso de pescados que já venham salgados, é necessário dessalgá-los adequadamente para evitar que o teor de sódio no alimento fique alto.

Atenção para os chocolates

Outro alimento muito consumido nesta época são os chocolates, que também requerem a atenção do consumidor no momento da compra.

É preciso que os ovos de páscoa, os bombons e os tabletes de chocolate estejam armazenados em local fresco e arejado. Verifique ainda se não há a incidência direta da luz solar ou contato com a umidade.
A embalagem deve estar íntegra, sem furos ou amassadas e conter as informações obrigatórias na rotulagem como denominação de venda, data de validade, nome e endereço do fabricante, informação nutricional, dentre outros.
Chocolates podem ser consumidos, mas com moderação!
A Páscoa se aproxima. Nessa data, alguns cuidados com a alimentação são importantes, como evitar o consumo excessivo de chocolate.
De modo geral, os Ovos de Páscoa e os outros tipos de chocolate expostos à venda são preparados com muito açúcar e gorduras, substâncias que em excesso podem prejudicar a saúde.
Além disso, muitas vezes os chocolates possuem recheios ricos em açúcares e gorduras, principalmente gorduras trans. O consumo excessivo desse tipo de gordura pode elevar os teores do colesterol total e do colesterol ruim (LDL Colesterol) e reduzir os níveis de colesterol bom (HDL Colesterol) no sangue. Segundo a Organização Mundial de Saúde, não existe recomendação para a ingestão de gorduras trans, o ideal é que se consuma o mínimo possível essas substâncias.
Dessa forma, se consumidos em excesso, os chocolates podem trazer problemas futuros, como o aumento do peso e das taxas de colesterol no organismo.
Uma dica importante na hora de comprar chocolates ou Ovos de Páscoa é verificar a lista de ingredientes e a tabela de informação nutricional constantes nos rótulos. Os ingredientes utilizados na preparação ou fabricação dos chocolates são declarados, na lista de ingredientes, em ordem decrescente de quantidade. Assim, deve-se optar por chocolates com maior teor de cacau e, consequentemente, menos açúcar. Com relação à avaliação da tabela de informação nutricional, os chocolates com menor quantidade de gordura saturada e trans devem ser priorizados.
No caso de crianças, os pais devem ainda estar atentos à higiene bucal dos seus filhos. Os altos teores de açúcares presentes nos chocolates contribuem para o surgimento de cáries.
Mas vale ressaltar alguns aspectos positivos do chocolate. Os chocolates feitos ao leite podem ser fontes de proteínas e cálcio, nutrientes importantes para o organismo.
Assim, a regra para o consumo de chocolates tanto na Páscoa quanto no restante do ano é MODERAÇÃO!
Armazenamento e preparo
Cuidados no armazenamento em casa
Após a compra, os alimentos refrigerados e congelados devem ser armazenados na geladeira ou freezer o mais rápido possível, e consumidos até a data de validade do produto.
A geladeira não deve ficar muito cheia de alimentos e as prateleiras não devem ser cobertas por panos ou toalhas, porque isso dificulta a circulação do ar frio. Nas prateleiras superiores armazene os alimentos preparados e prontos para consumo, nas prateleiras do meio os produtos pré-preparados e nas prateleiras inferiores, os alimentos crus.
Os alimentos não-perecíveis devem ser armazenados em prateleiras ou armários limpos, arejados e afastados dos produtos de limpeza e outros com odor forte. Outras orientações quanto à conservação do produto devem ser fornecidas pelo fabricante e devem ser seguidas pelo consumidor.

Preparo dos alimentos

As mãos devem sempre ser bem lavadas com água e sabão antes de iniciar a preparação dos alimentos e as unhas curtas e limpas.

Lembre-se! Lave as mãos após ir ao banheiro, limpar o nariz, fumar, mexer com dinheiro, atender ao telefone e carregar o lixo.

O contato de alimentos crus (carne, pescado, vegetais não lavados) com alimentos cozidos deve ser evitado. Além disso, lave os utensílios usados no preparo de alimentos crus antes de utilizá-los em alimentos cozidos.
Os alimentos congelados devem ser descongelados em microondas ou sob refrigeração ou podem ser cozidos diretamente se estiverem em pequenas porções.

Atenção! Nunca descongele o alimento à temperatura ambiente.

Os alimentos preparados que não serão imediatamente consumidos devem ser conservados nas geladeiras em vasilhas tampadas, por, no máximo, cinco dias. Não deixe os alimentos cozidos à temperatura ambiente por mais de duas horas.

Fique atento! Nunca utilize alimentos com data de validade vencida. Após o vencimento do prazo, podem ocorrer alterações indesejáveis que prejudicam a qualidade do alimento.
Fonte: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/alimentos/index.htm

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cuidados Com os Alimentos

Aposto que já ouviram a famosa frase: "Você aquilo que você come", um grande ditado indiano. Quase uma referência à: "Você é aquilo que você pensa ser", dito por muitos. A alimentação satisfaz não somente o corpo como também o psico-emocional por ser uma das maiores necessidades humanas (uma das necessidades primárias citada por Maslow) e um dos maiores prazeres da vida.

Mas se deve ter cuidado com os alimentos, principalmente na hora de manipulá-los. O alimento tem uma grande importância na vida do ser humano, tem o poder tanto de curar e garantir ao indivíduo a longevidade como de provocar alguns males, este podendo ser evitado desde a hora da compra até a manipulação dos alimentos.

Os riscos de se contrair uma doença muitas vezes até grave é constante, porém é evitada com cuidados simples de higiene. Fazendo a cocção correta dos alimentos, higienizando as mãos com sabonete bactericida e sem esquecer dos utensílios e o ambiente onde o alimento vai ser preparado. Já diminui a multiplicação dos micro-orgârnismos patológicos.

Normalmente, a intoxicação alimentar melhora dentro de um ou dois dias. Porém, em alguns casos, a intoxicação alimentar é bastante perigosa. Nos Estados Unidos, a intoxicação gastrintestinal resulta em mais de 300.000 hospitalizações a cada ano e causa 5.000 mortes.

Vai aqui algumas dicas e cuidados importantes:
 Os Cuidados na Compra

Alimentos são fontes de proteína, vitamina e sais minerais, e são profundamente necessários à vida, diz a nutricionista Carla Goulart. Mas eles podem se transformar em pesadelo se, a partir da hora da compra, não forem escolhidos com cuidado.
Nas feiras e varejões - Frutas, legumes e verduras adquiridos nas feiras e varejões ficam expostos ao ar livre durante várias horas, cada dia em uma região de uma cidade. Isto quer dizer que eles sofrem a ação do tempo, do clima, mas sobretudo da manipulação do feirante e dos fregueses, além de exposição à saliva, insetos, ao toque das mãos que, ao mesmo tempo, contam dinheiro.
Esses alimentos, ao chegarem em casa, devem ser muito bem lavados, principalmente as folhas. Estudos da FDA (Food and Drug Administration) mostram que os produtos hortifrutigranjeiros também sofrem a ação de pesticidas. Este fato estimula a que os alimentos sejam lavados em água corrente, descascados e cozidos, para se eliminar os mais possíveis pesticidas, bactérias e outros elementos.
Mais atenção deve receber as carnes de frango ou peixe, que se deterioram com maior facilidade e que ficam expostos na feira. Os primeiros cuidados na hora da compra, antes mesmo da higiene dos alimentos, devem se concentrar no estado geral do alimento a ser adquirido. Se houver sinais de deterioração, por mínimos que sejam, não devem ser consumidos.

Os Cuidados na Armazenagem

As dependências onde se guardam alimentos quer sejam refrigeradas ou não, devem ser limpas no mínimo duas vezes por semana, diz a nutricionista, quando não é possível fazê-lo todos os dias. Na geladeira, todos os alimentos devem ser conservados tampados, e periodicamente deve-se retirar dali alimentos velhos, se houver.
A despensa deve ser totalmente esvaziada e limpa com pano úmido, detergente e álcool, em seguida com um pano seco. Sendo um lugar quente, é o ninho preferido de insetos como as baratas, tão comuns nas regiões quentes.
Os prazos de validade dos alimentos, especialmente grãos e farinhas, devem ser cuidadosamente observados. Caso seja constatada a presença de carunchos, todo o conteúdo deve ser eliminado para que estes não se proliferem, passando para os demais alimentos.
E ainda, os alimentos cujos lacres já foram abertos devem ser mantidos fechados, pois o contato com ar acelera o envelhecimento. Ao serem usadas as farinhas, cuidados para não introduzir em seu recipiente colheres usadas em outros ingredientes ou sem a devida higiene. Não introduzir as mãos, ainda que elas sejam bem lavadas, nos recipientes dos alimentos.

 Os Cuidados na Manipulação

Água corrente ainda é a melhor arma da higienização nos alimentos, lembra a nutricionista. No entanto, se a própria água não tiver condições salubres suficientes, ela deve ser fervida ou tratada. As mãos e braços devem ser limpos e deve-se evitar conversar sobre os alimentos que estão sendo preparados, para que o perdigoto (saliva) não caia sobre eles.

 Os Cuidados na Cozinha

Alguns alimentos atraem moscas, formigas e outros insetos. Evitar o uso de aerossóis e inseticidas na cozinha, usando, ao invés disto, mata-moscas manuais, cobrindo os alimentos e tampando bem as panelas. Também os animais domésticos, especialmente cães e gatos, devem ser mantidos longe da cozinha, não só pelo contato direto com os alimentos mas também devido ao risco maior de parasitoses. Pessoas que acabaram de cuidar de um animal devem lavar muito bem as mãos, e não tocar em seguida os alimentos.
Ao manipular qualquer alimento da despensa, para evitar distrações e também por precaução com as crianças, qualquer produto de despensa que não seja alimentício deve ser mantido em outro local. Atenção principalmente a desinfetantes, remédios e outros químicos, que devem ser conservados em áreas longe dos alimentos.

Prevenindo Doenças

As manifestações mais comuns relacionadas com a inadequada manipulação dos alimentos, sem higiene, são vômitos, diarréias, febres, além de infecções. Em alguns casos, diz a FDA, as infecções gastrintestinais são controladas por soros industrializados ou caseiros, mas outros casos podem evoluir para sintomas que não podem ser controlados em casa, sendo necessária a internação.
Uma das infecções mais conhecidas é a Salmonelose, que é contraída a partir de ovos crus. Para reduzir o risco de infecção por Salmonela, eis alguns cuidados:
- Manter os ovos refrigerados, descartando ovos rachados ou sujos.
- Limpar bem as cascas do ovo, colocando-o em água corrente, antes de usá-los.
- Preferencialmente, usar ovos cozidos e servi-los logo após o preparo.

Fontes: http://www.policlin.com.br/drpoli/059/
http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3952&ReturnCatID=763
Imagem: http://www.senado.gov.br/sf/senado/portaldoservidor/jornal/Jornal85/Imagens/lavando_alimentos.jpg

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Guia do manipulador e o Guia do cozinheiro





Estamos postando dois guias bastante simples e de bom entendimento referente a manipulação de alimentos, produção, segurança, enfim, tudo relacionado a cozinha e seus colaboradores.... boa leitura!











GUIA DO MANIPULADOR: http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/guia_manipulador.pdf
GUIA DO COZINHEIRO: http://www.turismo.gov.br/export/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/guia_manipulador.pdf

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Controle de Qualidade dos Alimentos




O Controle de qualidade dos alimentos tornou-se essencial para garantia de qualidade na produção alimentícia. O controle de qualidade começa apartir dos insumos até o seu produto final, pronto para o consumo.

São avaliados várias etapas da produção, além de contar com uma equipe técnica e outros pré-requisito como príncipios do HACCP, Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC). Que avalia a qualidade e segurança alimentar. Desta forma previnindo e atuando com ações corretivas no processo produtivo.

Também é aplicado treinamentos para os manipuladores. Ganhando tempo e qualidade na produção. Sem esquecer do Manual de Boas Práticas de Fabricação BPF, com normas de procedimentos. Assim como já foi definido aqui no tópico "Manual de Boas Práticas". Preenchendo corretamente os formulários e planilhas de monitoramento da produção. Realizando as análises microbiológicas, se por ventura for preciso usá-las para descobrir algum erro ou perigo que ocorreu durante a produção. E corrigindo-os posteriormente.

O Controle de Qualidade do Alimentos vai precisar de um bom planejamento e cuidado na hora de executar, sem esquecer de nem um detalhe por mais simples que seja. Verificando os produtos de limpezas e desinfeção que são utilizados pelos colaboradores e ou/ manipuladores, certificando-se do controle de pragas e o controle de água do abastecimento que é usada para produção.

Faça seu planejamento para uma produção efetiva e mantenha a qualidade dos alimentos!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Manual de Boas Práticas.





O Manual de Boas Práticas são normas de procedimentos que devem ser seguidos a fim de atingir um padrão de identidade e ainda mais de qualidade de um produto ou serviço na área de alimentos. São normas com práticas de higiene que deve ser seguido desde do manipulador de alimentos à compras e recebimentos de mercadorias e serviços de limpeza do local de trabalho. Para que assim sejam evitadas e ou diminuída as doenças pela contaminação por alimentos DTA’s (Doenças Transmitidas por Alimentos). Que podem ser causadas por microorganismos e/ou outras substâncias, tornando o alimento intolerante para a ingestão.

O Manual De Boas Práticas no setor de alimentos é essencial para um serviço de qualidade e seguro. O manipulador tem que ter cuidado com sua higiene pessoal, mantendo cabelo cortado, no caso das mulheres cabelos presos, unhas cortadas e mãos sempre bem higienizadas antes de manipular os alimentos, antes da cocção. E cuidado dobrado para que não haja a contaminação cruzada que é tópico de outro tema ainda ser abordado.

Alguns itens necessários para a elaboração de um Manual de Boas Práticas, lembrando que o Manual pode ser agregado outros itens conforme o serviço gerado pelo estabelecimento ou empresa.

1. Responsabilidade técnica (A pessoa que elabora o Manual de Boas Práticas);

2. Controle de saúde dos funcionários (Como exames médicos, adimissionais e laboratoriais, etc);

3. Controle de água para consumo (Como se certificar se a caixa d’água está sendo limpa periodicamente, pode ser determinada à limpeza pelo técnico conforme é utilizada, porém de preferência a cada seis meses, mantendo um programa de controle de pragas);

4. Controle de matérias-primas (Produtos para o consumo no serviço de alimentos, verificar o recebimento e estoque, visitar os fornecedores e cadastrando-os para melhor procedimento de produção e fazer a análise microbiológica);

5. Controle integrado de pragas (como moscas, ratos, baratas e outros vetores);

6. Visitantes;

7. Estrutura (Se a estrutura é adequada para a produção de alimentos, se há telas nas janelas, protetores nas lâmpadas, sendo necessário auditoria para avaliação da estrutura);

8. Higiene (Tanto a higiene do local de produção, alimentos como dos funcionários, avaliando produtos necessários para higiene de alimentos, determinando a limpeza e lavagem do ambiente e setor de produção, etc);

9. Manipulação;

10. Transporte (Recebimento dos produtos, quais são as condições de transporte).
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...