Gestão - Alimentos & Negócios

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quarta-feira, 6 de março de 2013

3 alimentos que possivelmente não comeria se soubesse como são feitos

A maioria das pessoas prefere não saber como são elaborados certos alimentos. Se você não fizer parte desse grupo, continue lendo pois vai se inteirar com quais ingredientes se fazem alguns produtos que comemos no nosso dia a dia. Possivelmente alguns deixem de apreciar estes alimentos ao chegar ao final do post.

 1º Alimento: Gelatina



 Se existe um produto inofensivo, esse é a gelatina. É um alimento livre de colesterol, sem conservantes nem aditivos, que os médicos recomendam para prevenir a osteoporose e a artrose, entre outros benefícios. No entanto, sob seu aspecto inocente e tremelicante oculta-se um monstro. A gelatina é formada por 90% de proteínas obtidas do colágeno. Qual é a matéria prima do colágeno? Recortes de couro do gado sem curtir e partes frescas da cabeça e ossos, cujas gorduras são retiradas, que trituram antes de completar 24 horas do sacrifício do animal, para serem transformados em osseína. Depois de lavá-los várias vezes com ácido, o couro e a osseína são expostos a uma solução de cal, entre 5 e 10 semanas. A substância extraída é depois esterilizada a 145 graus e rapidamente esfriada para solidificar. Daí, pode ir direto para sua cozinha.

2º Alimento: Chouriço
 Também conhecida como morcilha ou morcela dependendo da região do país, é um embutido feito com sangue de porco coagulado. Primeiro, lavam-se as tripas do porco com sabão e limão repetidas vezes, até deixá-las sem cheiro. O recheio é preparado colocando-se em um panela o sangue fresco do animal condimentado com alho, cebola, açúcar, sal e orégano. Depois de fervido, dá se um nó na extremidade da tripa que é recheada com os ingredientes citados anteriormente com um funil. Outro nó na tripa e ferve-se novamente durante trinta minutos. Se ao mastigar notarmos algo duro na boca, como uma cartilagem, é porque em muitos casos acrescentam triturados de cabeça e miúdos na panela.

3º Alimento: Patê
 Tem muita gente que não vive sem ele apesar de nem imaginar de como é feito. O patê é elaborado com o descarte de vísceras e de carne de diferentes animais, como vacas, porcos e patos. Para conseguir a textura, o sabor e a consistência que conhecemos, agregam farinhas, temperos, leite, conservantes e outros vários aditivos. Ainda que em geral predomina o sabor de fígado, não é o ingrediente que mais abunda na mistura.

E aí, continua com o mesmo conceito? É essencial que o consumidor saiba como são fabricados os alimentos que consomem. Estejam sempre alertas. Sejam conscientes! 

Gestão Alimentos & Negócios. 


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Cursos Técnicos no Senai de Alimentos e Bebidas

Os cursos técnicos de alimentos e bebidas do SENAI são voltados para dar qualificação profissional técnica para alunos que já tenham concluído o ensino médio ou o estejam cursando.Neste artigo listamos os estados que disponibilizam este curso: AL, BA, CE, GO, MG, RJ, SC e SP.



Os cursos técnicos de alimentos e bebidas do SENAI são voltados para dar qualificação profissional técnica para alunos que já tenham concluído o ensino médio ou o estejam cursando.
Os cursos técnicos de alimentos e bebidas do SENAI visam habilitar profissionais para coordenar o desenvolvimento dos processos produtivos de alimentos e bebidas seguros, avaliar a qualidade das matérias-primas, dos insumos e dos produtos alimentícios e bebidas, além de garantir o funcionamento de máquinas, equipamentos e instrumentos, tendo em vista a produção para consumo humano e animal, de acordo com normas e legislações sanitárias, ambientais, de segurança no trabalho e da qualidade.



Se você quer fazer um curso técnico de alimentos e bebidas no SENAI, veja as opções abaixo:


CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL GUSTAVO PAIVA

Endereço: RUA PEDRO AMÉRICO , 18 POÇO

Cidade: MACEIÓ

Estado: AL CEP: 57025-890

DDD: 82 FAX: 3217-1615 Telefone: 3217-1600 / 1646

E-mail: coordadministrativa@al.senai.br



UNIDADE DENDEZEIROS

Endereço: AV. DENDEZEIROS DO BONFIM , 99 BONFIM

Cidade: SALVADOR

Estado: BA CEP: 40415-006

DDD: 71 FAX: 3312-3869 Telefone: 3310-9900

E-mail: sacsenai@fieb.org.br



CENTRO REGIONAL DE TREINAMENTO EM MOAGEM E PANIFICAÇÃO – SENADOR JOSÉ DIAS DE MACEDO

Endereço: Rua Benedito Macêdo , 77 Cais do Porto

Cidade: FORTALEZA

Estado: CE CEP: 60180-900

DDD: 85 FAX: 3421-5100 Telefone: 3421-5100

E-mail: senai-ce-certrem@sfiec.org.br



CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL HÉLCIO REZENDE DIAS

Endereço: RODOVIA DARLY SANTOS , S/Nº GUARANHUS

Cidade: VILA VELHA

Estado: ES CEP: 29103-610

DDD: 27 FAX: 3399-5806 Telefone: 3399-5800

E-mail: cephrd@findes.org.br



ESCOLA SENAI DE VILA CANAÃ

Endereço: RUA PROF. LÁZARO COSTA , 348 VILA CANAÃ

Cidade: GOIÂNIA

Estado: GO CEP: 74415-420

DDD: 62 FAX: Telefone: 3235-8100

E-mail: canaa.senai@sistemafieg.org.br



ENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL AMÉRICO RENÊ GIANNETTI

Endereço: AV. ANTÔNIO CARLOS , 561 LAGOINHA

Cidade: BELO HORIZONTE

Estado: MG CEP: 31210-010

DDD: 31 FAX: Telefone: 3422-5023 / 5030 / 5031

E-mail: arg@fiemg.com.br


PARA MAIORES INFORMAÇÕES DE OUTRAS LOCALIDADES, ACESSE:
http://www.sempretops.com/cursos/cursos-tecnicos-no-senai-de-alimentos-e-bebidas/





terça-feira, 31 de julho de 2012

Procon-AL promove curso virtual para consumidor conhecer seus direitos

O curso é gratuito e tem o objetivo de capacitar o cidadão para deixá-lo mais consciente e informado



O Procon/AL – órgão vinculado à Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos –, em parceria com a Escola Nacional de Defesa do Consumidor (ENDC) vai realizar um curso virtual para o consumidor. As inscrições começaram em 27 de julho e vão até o dia 6 de agosto, através do site: http://www.procon.al.gov.br./ / http://www.procon.al.gov.br/inscricoes/curso-virtual-para-o-jovem-consumidor

O curso é gratuito e tem o objetivo de capacitar o cidadão para deixá-lo mais consciente e informado sobre os seus direitos nas relações de consumo.

As aulas serão realizadas em módulos que abordarão diversos temas de consumo e vão começar no dia 18 de setembro, com duração de 60 horas.

As informações reunidas são organizadas em linguagem acessível e direta, facilitando para o consumidor tomar decisões mais maduras nas situações de consumo que permeiam o cotidiano.

"Vale ressaltar que após a conclusão da capacitação, os participantes vão receber certificados expedidos pela ENDC", explica o diretor de relações institucionais do Procon/AL, Leandro Azevedo.

O diferencial do curso é poder disponibilizar educação a distância sem se preocupar com as limitações geográficas. Para iniciar as aulas, os alunos só terão de acessar o site www.mj.gov.br/endc/virtual, a partir do login e senha que serão disponibilizados a partir da inscrição.




Fonte: http://www.maceioagora.com.br/noticia/2012/7/30/proconal_promove_curso_virtual_para_consumidor_conhecer_seus_direitos  
Imagem:
http://www.wallstreetfitness.com.br/fique_por_dentro/artigo/3484/procon-al-e-conselho-regional-de-educacao-fisica-fiscalizam-academias/

domingo, 10 de junho de 2012

Acessibilidade em bares e restaurantes

Olá,
Um assunto bastante importante para quem deseja abrir ou já tenha uma estabelecimento é a observância da  Acessibilidade. Permitir que o acesso de seu estabelecimento seja feito por todos é uma obrigação e um dever a cidadania as pessoas com deficiência.
A matéria abaixo mostra um pouco sobre esse assunto:

Assim que um empresário decide abrir um bar ou restaurante é necessário observar se o local já é acessível, ou se nele é permitido fazer reformas para adaptá-lo aos requisitos atuais de acessibilidade.
E o que é considerado um ambiente acessível? É definido como acessível um local livre das barreiras que impeçam o fluxo dos clientes pelo estabelecimento, desde a entrada.
E por que se preocupar com isto? A acessibilidade além de ser uma lei cada vez mais fiscalizada, é um ato de cidadania e mostra a preocupação que a empresa tem com as pessoas. Um espaço acessível facilita o deslocamento de todos, e consequentemente auxilia nos fluxos de funcionários e mercadorias. Também beneficia a visualização do cliente sobre determinado produto ou serviço, o que pode acarretar em aumento de vendas e a satisfação final do consumidor.
Abaixo seguem estão alguns itens da norma brasileira de acessibilidade para restaurantes, bares e similares:
1. É necessário que pelo menos 5% do total das mesas, com no mínimo uma, seja acessível à pessoa cadeirante. Esta porcentagem também é válida para o buffet e caixa. As mesas devem ser integradas às demais, para que sejam oferecidas todas as habituais comodidades e serviços disponíveis no local. Em alguns estabelecimentos observam-se certas incoerências em relação ao assunto, por exemplo, espaços destinados às pessoas com mobilidade reduzida localizados no segundo pavimento, com o acesso obrigatório realizado por escadas, ou mesas isoladas do restante do salão. O cliente está cada vez mais informado e percebe quando as adequações são excludentes.
2. O estabelecimento deve oferecer exemplares do cardápio em braile.
3. Atente-se para as medidas, principalmente em relação às alturas. Nos balcões de auto-serviço, a altura máxima é de 85 cm.Também é necessária uma área de aproximação de 90 cm. Veja a figura 1.
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4. Os caixas de pagamento e atendimentos rápidos devem possuir altura máxima de 105 cm do piso. Veja figura 2.
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E lembrem-se! Não devemos considerar somente como beneficiários os portadores de algum tipo de necessidade especial permanente, mas também os portadores de necessidades especiais momentâneas, que podem ser qualquer um de nós, em determinada época da vida. A gravidez, uma perna quebrada, torção no pé ou até mesmo uma gripe, deixam as pessoas incapazes de exercer uma atividade com a mesma intensidade. E nestes momentos, como seria bom se não existissem degraus, se o local fosse bem sinalizado, se as rampas e passeios tivessem a inclinação correta e demais condições de acessibilidade respeitadas.

Fonte: http://gestaoderestaurantes.com.br/blog/index.php/2012/05/16/acessibilidade-em-bares-e-restaurantes/

Autoria: Drielly Madeira – Designer de interiores do escritório M&N Ambientes, pós-graduada em Gestão de Marcas e Identidade Corporativa. Site: http://www.mnambientes.com/; e-mail: contato@mnambientes.com Fone: (31) 3654 3013 // (31) 9821 4275

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Projeto do governo brasileiro usa produção de alimentos como método de ensino

Crianças de 70 escolas estão sendo ensinadas a partir do que cultivam em pequenas hortas.

Um projeto do governo brasileiro, em parceria com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), está chamando a atenção no exterior. Crianças de 70 escolas públicas de todo o país estão sendo ensinadas a partir do que cultivam em pequenas hortas.


Representantes de 16 países estiveram em uma escola do município de Formosa, no interior de Goiás, para conhecer a iniciativa. O que as crianças aprendem serve para o ensino de diversas matérias na sala de aula.


— A gente aprende a fazer produção de texto, texto sobre a horta, aprende a origem dos alimentos, faz mapa, desenha, traduz tudo para o inglês — comenta a estudante da 5ª série Kênia Cristina Vieira, 10 anos.


— Em Geografia eles podem trabalhar o solo. Eles trabalham Ciências com o desenvolvimento das plantas e os animais invertebrados que aparecem na horta. Na Matemática, situações problemas relacionadas à quantidade plantada, expectativa de colheita, interpretações de gráficos e tabelas. Aquilo que você aprende fazendo, colocando a mão na massa, é mais gratificante, o resultado é bem melhor — explica a coordenadora da horta, Ana Maria Gomes.


A ideia de usar alimentos como método de ensino não veio por acaso.


— Foi pelo aumento da obesidade, transição da desnutrição para a obesidade, essa americanização da alimentação. A horta traz esse cuidado, pensar de onde vem a comida, de como a gente se alimenta, que tipo de escolha a gente faz — explica o consultor da FAO, Juarez Calil.


As aulas são preparadas de acordo com cada região.


— A gente pode explorar a seca do sertão, semiárido, a realidade dos municípios à margem do Rio São Francisco. Cada prefeitura planeja dentro da sua autonomia, do sistema de ensino, a forma como ela vai explorar o projeto dentro dessa metodologia que articula as áreas de educação, nutrição e meio ambiente — comenta Calil.


A novidade aplicada nas escolas brasileiras deve chegar em breve a Moçambique.


— É diferente, porque nós trabalhamos mais no âmbito pedagógico e não incluímos como componente em várias disciplinas. É uma experiência bastante positiva, que irei levar para lá e acredito que, com mais tempo, conseguiremos atingir os níveis que estão atingindo aqui no Brasil — comenta o engenheiro agrônomo de Moçambique, Hélder Carlos Vieira Diva.

A equipe do Canal Rural viajou a Formosa a convite do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.


CANAL RURAL

Fonte: http://agricultura.ruralbr.com.br/noticia/2012/04/projeto-do-governo-brasileiro-usa-producao-de-alimentos-como-metodo-de-ensino-3736102.html

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Alagoas - Vigilância Sanitária realiza campanha Alimentos Seguros - Vida Saudável




Com o objetivo orientar a população sobre os cuidados com a alimentação no período do Carnaval, a Diretoria de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde realiza a sexta edição da campanha Alimentos Seguros - Vida Saudável. A ideia é sensibilizar a população para a importância de manter uma alimentação livre de perigos à saúde. Durante a ação, equipes de fiscalização percorrerão todo o Litoral, em especial as cidades com maior circulação de foliões, como as Barras de Santo Antônio e São Miguel, Marechal Deodoro, Paripueira, Japaratinga e Maragogi. Os fiscais vão inspecionar restaurantes, barracas de praia e ambulantes, averiguando as condições de cada local. De acordo com a gerente de Alimentos da Divisa, Márcia Maria Alves, a campanha acontece durante todo o período carnavalesco e terá a parceria das vigilâncias municipais. Além disso, a Vigilância Sanitária vai orientar as pessoas a exigirem seus direitos, tornando-se parceiras do órgão. Para atender às denúncias, a Divisa trabalhará em regime de plantão, das oito da manhã às cinco da tarde. As reclamações poderão ser feitas pelos telefones 3315-3779 e 3315-6691 ou na sede da diretoria, na Rua Sete de Setembro, 50, Centro de Maceió.



 
Fonte: http://www.saude.al.gov.br/assuntosgerais/vigilanciasanitariarealizacampanhaa

domingo, 22 de janeiro de 2012

Espumante da Disney - Suspensão de Vendas -



A defensoria  recomenda suspensão de vendas, já que a bebida lançada pela Cereser estaria violando o Estatuto da Criança e do Adolescente. A bebida gaseificada sem álcool para crianças faz toda referência aos espumantes para adultos com todo o formato do produto. Realmente uma irresponsabilidade por parte do fabricante, levando logicamente à um incentivo ilícito de bebidas (com álcool) no futuro. Não se engane pela aparência divertida e pelo simples fato de não conter álcool. Sejam conscientes! Esta é minha opnião!

Viviany Alves.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Açúcar Sustentável

Quem pensou em ouvir essa ( nesse caso aqui, ler)? Pois bem, essa é uma novidade que está chegando ao mercado. Quem deve ter gostado mesmo dessa novidade foi o meio ambiente. Já que o padrão Bonsucro utiliza o melhor manejo da cana-de-açúcar, onde é identificado e tratado os principais impactos sociais e ambientais da produção de cana-de-açúcar, entre eles as áreas como ao que refere a adequação da legislação, impactos provocados pela biodiversidade e os ecossistemas, direitos humanos, produção e processamento.

Está em São Paulo a primeira fábrica a ter sua produção de cana-de-açúcar certificada pelo novo padrão de sustentabilidade Bonsucro. “Isto provocará uma mudança definitiva na indústria de cana-de-açúcar”, afirma Kevin Ogorzalek, presidente do Conselho da Bonsucro e também coordenador do programa do WWF-EUA.

“O açúcar é onipresente em nossa vida – na mesa, nas bebidas e alimentos que ingerimos. A cana-de-açúcar também está cada vez mais presente nos tanques de gasolina. Este é o motivo pelo qual a Rede WWF trabalha com influentes líderes de mercado para fazer com que commodities chaves, como a cana-de-açúcar, sejam cultivadas de uma maneira que assegure o uso mais sustentável dos recursos naturais. Por meio de abordagem baseada no mercado, a Rede WWF continuará a trabalhar junto com a indústria para a adoção do padrão e assim ajudar a conservar habitat essenciais, que estão no cerne de nossa missão.”


A cana-de-açúcar é um dos cultivos mundiais que tem mais sede e sua produção pode ter grandes impactos globais sobre o abastecimento e a qualidade da água e os ecossistemas nos quais ela é produzida. As principais áreas de produção de cana-de-açúcar incluem regiões importantes para a biodiversidade mundial como, por exemplo, a Mata Atlântica e o Mekong (no Sudeste Asiático). A cana-de-açúcar é usada como açúcar de mesa e na produção de alimentos, bebidas adoçadas, ração animal, melaço de cana, bioeletricidade e biocombustíveis.


A primeira certificação de acordo com o padrão de sustentabilidade ambiental e social da Bonsucro é a da usina Raízen Maracaí, com uma produção de mais de 130 mil toneladas de açúcar e 63 mil metros cúbicos de etanol. O primeiro comprador do açúcar certificado foi a engarrafadora local da Coca Cola.


Bonsucro é uma iniciativa mundial por parte de múltiplas partes interessadas para reduzir os impactos ambientais e sociais da produção de cana-de-açúcar. Ela foi desenvolvida a partir de outro movimento mais antigo, a Iniciativa pela Melhor Açúcar-de-Cana, da Rede WWF...


“Como parte de nossos esforços para tornar sustentável a base do mercado mundial de açúcar, o foco da Rede WWF será, agora, trabalhar junto aos produtores para promover a certificação conforme o padrão Bonsucro, bem como trabalhar com os líderes da indústria e com seus principais compradores para que eles assumam o compromisso em relação a seus fornecedores”, disse Ogorzalek.


“O Brasil demonstrou ter grande liderança ao fazer com que a indústria se aproxime de um modelo de negócio mais sustentável. A Rede WWF continua compromissada com o trabalho junto às partes interessadas nessa região para monitorar e continuar a aperfeiçoar os padrões, e garantir que eles resultem, efetivamente, na conservação do meio ambiente.”


“Considerando a demanda por água da lavoura de cana de açúcar, a certificação é um alento para o futuro mais sustentável do cultivo, para fazer frente às necessidades globais de biocombustíveis, que certamente irá alavancar o cultivo de cana”, disse Samuel Barreto, coordenador do Programa Água para a Vida, do WWF-Brasil. Além disso, segundo Barrêto, o estimulo à participação é da cadeia produtiva é fundamental para estimular e promover boa governança nas bacias hidrográficas.


Para o coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente, do WWF-Brasil, Cássio Franco Moreira, coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil, trata-se de um avanço considerável para garantir a sustentabilidade ambiental futura da produção de açúcar e etanol.


“Para o Brasil, é a melhor maneira de aproveitar de forma racional e sustentável sua inequívoca liderança nestes segmentos”, avaliou Cassio Moreira. Franco Moreira coordenador do Programa Agricultura e Meio Ambiente do WWF-Brasil.


 
Fonte: http://bagarai.com.br/acucar-sustentavel-chega-ao-mercado.html

quarta-feira, 16 de março de 2011

A HORA DO PLANETA




 Participe - 26 de março, a partir das 20:30 às 21:30h. A HORA DO PLANETA!  

O Gestão Alimentos & Negócios apoia essa iniciativa, apoie você também. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Sua ação pode desencadear muitas outras.


Seja um parceiro do planeta, não deixe que isso aconteça

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Vigilância Sanitária atuará durante o Carnaval em Maceió

A fiscalização ocorrerá em Maceió e em mais dez cidades onde ocorrerão festas carnavalescas, que concentram um grande número de foliões.

Repórter:
Josenildo Torres
Aproveitar o Carnaval com saúde é o que todo folião deseja, mas será que a alimentação consumida em hotéis, pousadas, restaurantes, barracas de ambulantes é observada? Os remédios, estimulantes e preservativos são analisados corretamente ao serem adquiridos em farmácias e drogarias? Para garantir tranqüilidade e a saúde do folião, técnicos da Vigilância Sanitária Estadual farão inspeções durante o feriadão.

A fiscalização ocorrerá em Maceió e em mais dez cidades onde ocorrerão festas carnavalescas, que concentram um grande número de foliões. De acordo com o diretor da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra, durante os quatro dias de folia será visitado Penedo, Maragogi, Paripueira, Barra de São Miguel, Barra de Santo Antônio, Roteiro, Coruripe, Porto de Pedras, Murici e União dos Palmares.

Ele ressalta que o trabalho de inspeção acontecerá em conjunto com as vigilâncias sanitárias municipais, visando garantir eficiência nas ações de fiscalização. E para atender denúncias durante os quatro dias de folia, haverá um plantonista na sede da Vigilância Sanitária Estadual, localizada rua 7 Setembro, Nº 50, no Centro de Maceió.

“Como sabemos que teremos muitas denúncias durante o Carnaval, estaremos de plantão com uma equipe volante. Para isso, a população deve nos acionar por meio do telefone 8833 – 4117, não sendo necessário se identificar, mas deve disponibilizar todas as informações necessárias para que possamos fazer uma inspeção com eficiência, resguardando a saúde da população”, destaca Paulo Bezerra.

Ainda de acordo com o diretor da Vigilância Sanitária, tradicionalmente durante este período as pessoas costumam consumir alimentos de forma improvisada. Prática que pode causar intoxicação alimentar e diarréias, já que muitos desses alimentos estão mal acondicionados e em temperaturas inadequadas, ficando suscetíveis a bactérias.

“Iremos analisar a conservação dos alimentos, o aspecto do ambiente e a metodologia que eles estão sendo manipulados. Esses procedimentos são imprescindíveis para garantir uma alimentação saudável e sem riscos à saúde”, informa Paulo Bezerra.

Recomendações – Ele recomenda que os foliões possam avaliar o aspecto dos alimentos, a exemplo do cheiro, cor e textura, além de verificar o local onde eles estão sendo manipulados, principalmente em se tratando de produtos vendidos por ambulantes. “É necessário atentar para o prazo de validade dos alimentos, acondicionamento e sua aparência, consistência e odor”.

Fonte: Ascom / Saúde
http://www.saude.al.gov.br/vigilanciasanitaria/noticias/vigilanciasanitariaat

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Os órgãos sanitários publicaram roteiros para auxiliar na elaboração do Manual de Boas Práticas. O primeiro roteiro foi publicado em lei federal em 1993, mas seu foco foram as indústrias alimentícias, e é usado por todas as empresas de alimentação do país.

ROTEIRO FEDERAL:
Identificação da Empresa

1.1 Razão social
1.2 Endereço
1.3 Nome do responsável técnico / CR
1.4 Autorização de funcionamento (cópia):
1.4.1 Certificado de Inspeção Sanitária
1.4.2 Alvará
1.4.3 Caderneta Sanitária
1.4.4 Taxa de Inspeção Sanitária (IPTU/m2)
1.4.5 Horário de funcionamento da Empresa
1.5 Produtos fabricados com os respectivos números de registro – protocolo
2.Recursos Humanos

2.1 Qual o procedimento na admissão de funcionários? (neste item deve-se explicar como
são selecionados os funcionários.) Por anúncio em jornal? Por agências de empregos?
Por indicação?
- número de funcionários totais (por sexo)
- número de funcionários das linhas de produção
- número de funcionários qualificados
Qual o procedimento para treinamento sanitário (conduta ou práticas de higiene
pessoal, etc.)
Qual o procedimento para avaliação médica (periodicidade, quem decide a necessidade
de reavaliação, etc.) (POP 1)
2.2.1 Qual o procedimento para o uso de uniforme (modelo, cor, material, número
para cada funcionário, gorro, máscara, calçados, avental, número de mudas para funcionários,
se existe uniforme específico para função ou área específica tais como: serviços em câmaras
frigoríficas, salas estéreis ou de fabricação de certos tipos de medicamentos, etc.).
2.2.2 Qual o procedimento para a alimentação dos funcionários? (neste item deve ser
descrito se os funcionários do estabelecimento recebem tíquete ou se comem no próprio
trabalho, se levam quentinhas, etc,).
2.2.3 Qual o procedimento de capacitação dos funcionários? (neste item deve ser
descrito onde cada funcionário do estabelecimento obteve a capacitação para estar habilitado
ao cargo)
2.2.4 Qual o procedimento utilizado na segurança do trabalho?
3.Condições Ambientais (descrever de um modo geral)

3.1 Internas
3.2 Externas
4.Instalações e Edificações

4.1 Descrever:
4.2 Tipo de construção e material empregado em cada setor.
4.3 Distribuição das áreas (discriminada por setores e em m2).
4.4 Sistema de exaustão.
4.5 Sistema de ventilação.
4.6 Sistema de água e outros fluidos.
4.7 Sistema de esgoto.
4.8 Sistemas elétricos e de iluminação.
4.9 Temperatura das salas de produção.
4.10 Lixo e dejetos (local da guarda e destino).
4.11 Anexar o “layout” da Empresa (localização do maquinário e processo fabril) (colocar a
planta do estabelecimento).
5.Equipamentos

5.1. Descrever os equipamentos existentes e suas especificações (fazer as descrições próprias de cada.
Enumerar os equipamentos e suas especificações) Exemplo: 3 fogões, 2 geladeiras.
5.2 Quais os procedimentos quanto à limpeza, esterilização, uso correto e especificar a manutenção,
aferição dos equipamentos de produção e controle.
6.Sanitização

6.1 Quais os procedimentos quanto a sanitização de utensílios, do maquinário, do ambiente (programas,
metodologia aplicada, produtos, etc.) (POP 3).
6.2. Controle de pragas (ratos, insetos etc.).
6.3.Quais os procedimentos adotados (periodicidade).
6.4 Qual a firma que executa o serviço, seu número de registro junto a FEEMA. (POP 4)
7. Produção

7.1 Matéria-prima.
7.2 Procedimento adotado (procedência, registro, transporte recepção acondicionamento, estocarem e
controle de qualidade).
7.3 Processo de fabricação.
7.4 Quais os procedimentos adotados para a fabricação de produtos.
5.1 Fazer constar do manual, fluxograma da produção de cada categoria de produtos e as medidas de
controle correspondentes. Esta exigência não é aplicável para os estabelecimentos que ainda não estão
na fase de implantação do Sistema APPCC (Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle). As Boas
Práticas são pré-requisito para o Sistema APPCC.
5.2 Citar as etapas críticas do processo de produção de cada categoria de produtos e as medidas de
controle correspondentes. Esta exigência não é aplicável para os estabelecimentos que ainda não estão
na fase de implantação do Sistema APPCC (Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle). As Boas
Práticas são pré-requisito para o Sistema APPCC.
8.Embalagem e Rotulagem

8.1 Qual o procedimento na aquisição das embalagens e rótulos (este item não é aplicável para
restaurantes, apenas para fábricas).
8.2 Qual o sistema utilizado para embalar os produtos (manual, automatizado, terceirizado etc.(Este
item não é aplicável para restaurantes, apenas para fábricas).
8.3 Qual o procedimento no controle de qualidade das embalagens. (este item não é aplicável para
restaurantes, apenas para fábricas).
8.4 Armazenamento e distribuição do produto final.
8.5 Qual o procedimento adotado no armazenamento (temperatura, aeração, ventilação, iluminação,
empilhamento etc.).
8.6 Qual o procedimento adotado na distribuição (registro de distribuição, segundo o lote, partida, data
de expedição, meio de transporte, destino).
9.Controle de Qualidade

Qual o procedimento no controle de qualidade do produto final (são realizadas análises em laboratório?
É próprio? Credenciado? A freqüência e tipo das análises, métodos analíticos utilizados, registro das
análises etc.).
10.Controle no Mercado

10.1 Qual o procedimento adotado para a retirada imediata do produto no mercado? (este item não é
aplicável para restaurantes, apenas para fábricas).
10.2 Qual o destino dos produtos recolhidos (se possui área separada e devidamente identificada para
o armazenamento dos produtos recolhidos; se os produtos recolhidos são reprocessados; se os produtos
recolhidos são inutilizados; se existem comprovantes de inutilização dos produtos e materiais reprovados
etc.).
11.Recomendações Finais

MUITO IMPORTANTE: O Manual de Boas Práticas deverá ser assinado pelo(s) proprietário(s) da
indústria/empresa/estabelecimento, nome legível e número da Carteira de Identidade ou por seu
preposto, desde que conste no Manual a procuração reconhecida em Cartório.

CURSO BPSA-SEBRAE

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

ALIMENTOS CONGELADOS

Um saboroso mundo a menos de zero grau. Definitivamente os alimentos congelados entraram no cardápio de boa parte das casas brasileiras, uma opção para quem quer ou não pode dispor de horas picando temperos na beira de um fogão mas também não abre mão de uma alimentação saudável e saborosa.
O congelamento é um processo de conservação e não de melhoria de matéria-prima. É considerado o melhor método de preservação dos mais variados produtos, mesmo daqueles tidos como perecíveis.
Os principais clientes desse tipo de produto são as mulheres que trabalham fora, e que não têm empregadas domésticas, os homens que moram sozinhos e que preferem comer em casa e pessoas interessadas em uma alimentação balanceada por conta de dietas.

domingo, 27 de junho de 2010

Vamos pedir comida pela net?



 A nova idéia atualmente para agradar aos consumidores e facilitar sua comodidade com relação a pedidos e entrega de alimentos é a internet. Bem, a idéia não é tão nova assim, mas está ganhando força para segurar uma fatia do mercado pelas empresas de alimentação. No Brasil são poucas empresas que disponibilizam tal serviço de delivery de comida, mas as que já aplicam garantem que o investimento vale à pena.
A diferenciação dos pedidos feitos pela internet aos de telefones e que aqueles possibilitam as pessoas visualizar as refeições, comentários realizados por clientes (em alguns casos), e a variedade de buscas pelo serviço disponível na região onde mora sem ter que ficar olhando longamente a lista telefônica.

Um artigo bem interessante mostra a força dessa vertente do mercado alimentício. Vale à pena ler.



Comida pela internet

O casal Eduardo e Elisângela sempre escolhe e pede comida pela internet. Em São Paulo, eles fazem pedidos em diferentes restaurantes. Já são fregueses on-line e gastam por mês até R$ 300.“A principal vantagem é que eu não preciso ter o cardápio em mãos. Assim, como eu ando sempre com meu notebook, eu trabalho em vários lugares, onde eu parar, eu consigo ter um cardápio on-line na hora e eu posso fazer o pedido”, diz o cliente Eduardo Regioli. Os empresários – Marco Antonio Corradini e Luis Carlos Jares - criaram o portal de restaurante na web. Lá, ficam centralizados os cardápios de vários restaurantes de São Paulo. A empresa começou a funcionar em 2005. O investimento na instalação do projeto foi de R$ 200 mil. Na verdade, este portal é uma espécie de praça de alimentação virtual. O sistema instalado pelo portal restaurante web é sofisticado. Duzentos restaurantes parceiros já estão cadastrados. Para o cliente internauta, fazer o pedido on-line, primeiro ele coloca o CEP do endereço onde o pedido será entregue. O sistema indica os restaurantes que atendem na região. Aí, é só escolher o restaurante e o prato preferido. Ao clicar para confirmar, são solicitadas informações do cliente: nome, endereço, e-mail e telefone.O internauta só paga a taxa de entrega cobrada pelo restaurante. O uso do portal é gratuito. Já o restaurante recebe a informação do pedido por um sinal sonoro. O sistema do portal delivery tem capacidade de receber ao mesmo tempo até cem pedidos on-line. No restaurante, um funcionário monitora todos os pedidos que chegam pela internet. E logo a cozinha começa a preparar o prato.
O empresário Alexandre Levy – dono de uma pizzaria – participa do portal de restaurantes de delivery on-line. Para ele, o sistema eliminou um problema comum nos pedidos de pizza.
“Muitas vezes a pessoa liga para cá e faz o pedido por telefone. Então ela pede: meia calabresa e meia mussarela. Metade sem cebola, metade com azeitona. O pizzaiolo faz exatamente como ele pediu. Aí chega lá e ele fala ´não é essa a pizza que eu pedi!´. Então, ele pedindo pela internet não tem como sair errado”, comenta Alexandre Levy, dono da pizzaria.
Para participar do portal, cada restaurante paga uma taxa de adesão de até R$ 600. O percentual das vendas on-line varia de 5% a 8%. Para o portal, cada restaurante é um importante parceiro.
“A gente é parceiro no tocante a venda. Quanto mais vender, obviamente vai ter participação maior”, aponta o empresário Marco Antônio Corradini.
O empresário Roberto Magalhães é dono de uma rede de pastelaria. Há seis meses, ele implantou o sistema delivery on-line, que hoje é responsável por 15% das vendas.
“A gente vai passar de 50% muito rápido. Porque as pessoas querem a praticidade da internet, você elimina o atendimento fonado, elimina erros. A pessoa escolhe, coloca no carrinho, aperta enter. Vai sair na cozinha o pedido e ponto final. Vai sair o que ela pediu”, explica Roberto Magalhães, dono de pastelaria.
A consultora Adriana Furquim acredita que no máximo, em cinco anos, a internet vai dominar o sistema de delivery dos restaurantes no Brasil. Para ela, os empresários devem se preparar e implantar a ferramenta no negócio para ter um diferencial competitivo.
“A partir do momento que você tem o seu restaurante já informatizado, o delivery, ele não vai ter um custo diferente pra você. Você não vai agregar custo. Você, na verdade, vai estar redirecionando o custo de um atendente pra uma participação nessa empresa, que está te dando a tecnologia. Então é uma parceria. Esse é o diferencial competitivo, como a gente chama, para os novos empresários do mercado”, aponta Adriana Furquim, consultora de restaurantes.
Encontre esta reportagem em:



Lista de serviços  de delivery pela internet:









http://www.restauranteweb.com.br/capaRestaurante.cfm?CFID=7840278&CFTOKEN=75737215&codRestaurante=110&codFilial=1&tipo=cep&cep=00000000&origem=RW&indicaCep=sim1

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O câncer e a alimentação

Havia almoçado, recentemente, com meu namorado em um restaurante e ao comer um pedaço de "peito de frango", notamos que o frango não era frango! Não é maluquice gente, mas algo dentro daquela carne estranha ao meu paladar havia uma coisa que não era natural. Após matutar por algum tempo, notei que somos "obrigados" a comer a cada dia alimentos que poderão gerar algum dano a nossa saúde, já que nosso organismo não está acostumado a tantas “novidades”. Meu namorado me perguntou se existem testes que comprovem ao longo prazo, que aditivos e conservantes não fazem mal a saúde. Bem, já pesquisei sobre isso uma vez, mas para comprovar o que todos suspeitam, achei um artigo bastante interessante sobre uma das causas (estudas pela ciência) sobre a Doença do Século- O CÂNCER, e a associação a alimentação moderna.

De acordo com os maiores especialistas da área, os principais fatores que podem contribuir para o surgimento do câncer, além do fator genético (forte histórico familiar), são: maus hábitos alimentares, fumo, estresse e a obesidade.
Muitos componentes da dieta alimentar tem sido relacionados com o processo de desenvolvimento do câncer, principalmente o de mama, cólon (intestino grosso), reto, próstata, esôfago e estômago. Os estudos mostram que 1/3 de todos os tipos de cânceres estão relacionados às dietas inadequadas. Uma alimentação pobre em fibras, com altos teores de gorduras e altos níveis calóricos (hambúrguer, batata frita, bacon, frituras em geral, etc) está relacionada a um maior risco para o desenvolvimento de câncer de cólon, reto e mama, enquanto que cânceres como o de esôfago e estômago estão relacionados mais com o consumo de alimentos defumados, assados na brasa e aqueles preservados em sal. Churrasco provoca câncer de acordo com muitos especialistas, só o cigarro pode ser mais perigoso do que as picanhas, lombos e lingüiças assados na brasa ou defumados.
Além do excesso de gordura, que dificulta a digestão, forçando o fígado e o estômago a produzir ácido em excesso, levando a uma corrosão das paredes do intestino, podendo provocar mutações cancerígenas, os famosos churrascos e alimentos defumados podem levar para dentro do nosso corpo uma substância chamada amina heterocíclica. Essa substância é criada pelo calor da grelha, formando aquele pretinho crocante dos churrascos. As aminas heterocíclicas entram no interior das células, onde se ligam ao DNA e provocam mutações cancerígenas.
O mesmo vale para os alimentos defumados impregnados pelo alcatrão (o mesmo do cigarro) proveniente da fumaça. (vale lembrar que toda madeira utlizada em defumação que tenha algum tipo de resina -resinosa- não é apropiada para tal processo, o que causa câncer).
O excesso de sal também é nocivo. Alimentos salgados demais ou preservados em sal (carne de sol, charque e peixes salgados) estão relacionados principalmente ao desenvolvimento de câncer de estômago.
Sozinho o sal não é tão prejudicial, mas misturado a uma substância chamada nitrosamina (produzida pela fermentação das carnes ao sol), se transforma numa toxina cancerígena.
Certos aditivos químicos utilizados na indústria durante o processo de fabricação dos alimentos podem também trazer vários riscos para nossa saúde. É o caso dos nitritos e nitratos. Usados para conservar alguns tipos de alimentos como picles, salsichas e alguns tipos de enlatados, podem transformar-se em nitrosaminas, substâncias com potente ação carcinogênica, responsáveis por altos índices de câncer de estômago.
Embora as quantidades de aditivos sejam regulamentadas e muito pequenas, todo cuidado é pouco, pois existem casos onde nem todos estão de acordo quanto à inocuidade desses aditivos. Além disso, o controle da quantidade desses aditivos é difícil, bem como a avaliação da susceptibilidade de cada consumidor aos mesmos, principalmente no que diz respeito aos danos a longo prazo.
Portanto, a minha dica é que da próxima vez que for ao supermercado, repare nos ingredientes do rótulo. Prefira o mais natural, até porque no tempo das nossas avós elas não usavam aditivos em suas cozinhas.
Outro ponto importante a ser destacado dentro do fator dieta diz respeito ao uso de hormônios que muitas vezes são utilizados para engordar animais artificialmente.
Uma dieta saudável a base de frutas, verduras/legumes, grãos de cereais e leguminosas (principalmente os integrais), leite e derivados com pouca gordura e carnes, de preferência peixe e frango sem pele é indicada para todos.
Também, o uso de alimentos que tem sido investigados como importantes na prevenção e controle do câncer como a soja, tomate, crucíferas (repolho, brócolis, repolho), alho, cebola e as frutas cítricas, devem ser diariamente consumidos.

Como se alimenta o brasileiro


No Brasil, observa-se que os tipos de câncer que se relacionam aos hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade por câncer. O perfil de consumo de alimentos que contêm fatores de proteção está abaixo do recomendado em diversas regiões do país. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, que em 2010 entrevistou 54.367 pessoas, o padrão alimentar no país mudou para pior.
Apesar de consumir mais frutas e verduras, o brasileiro continua a comer muita carne gordurosa (1 em cada 3 entrevistados) e tem optado por alimentos práticos, como comidas semiprontas, que são menos nutritivas. A ingestão de fibras também é baixa, onde se observa coincidentemente, uma significativa freqüência de câncer de cólon e reto. O feijão, alimento rico em ferro e fibras, que tradicionalmente fazia o famoso par com o arroz, perdeu espaço na mesa dos brasileiros. Para agravar o quadro, eles também tem se exercitado menos. Em 2006, 71,9% da população revelava comer o grão ao menos cinco vezes na semana. Em 2010, a média caiu para 65,8%. No estado do Rio, a média de consumo do feijão ainda é alta: 71,7%. A queda na média nacional pode ser atribuída às mudanças na dinâmica da família brasileira, que tem tido cada vez menos tempo de preparar comida em casa e o feijão tem preparo demorado. O consumo de gorduras é mais elevado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde ocorrem as maiores incidências de câncer de mama no país.
Outro dado negativo é que os refrigerantes e sucos artificiais - que têm alta concentração de açúcar - têm ganhado espaço na preferência dos brasileiros. Ao todo, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez por semana e 27,9%, cinco vezes ou mais na semana. O consumo quase que diário aumentou 13,4% em um ano. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a popularidade dos refrigerantes é ainda maior: 42,1% tomam refrigerantes quase todos os dias. Apesar de o mercado oferecer cada vez mais versões com menos açúcar, como os diet e os light, somente 15% dos brasileiros optam por eles. Os jovens também preferem alimentos como hambúrguer, cachorro-quente, batata frita que incluem a maioria dos fatores de risco alimentares acima relacionados e que praticamente não apresentam nenhum fator protetor. Essa tendência se observa não só nos hábitos alimentares das classes sociais mais abastadas, mas também nas menos favorecidas. O consumo de alimentos ricos em fatores de proteção, tais como frutas, verduras, legumes e cereais, tem aumentado, mas ainda é baixo. Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, 30,4% da população com mais de 18 anos comem frutas e hortaliças cinco ou mais vezes na semana. Entre os entrevistados, 18,9% disseram consumir cinco porções diárias (cerca de 400 gramas) desses alimentos, mais do que o dobro do percentual registrado em 2006.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Conhecendo os diferentes tipos de fibras

As fibras alimentares podem ser definidas como um conjunto de substâncias derivadas de vegetais que não conseguem ser absorvidas no intestino. Elas estão presentes nas paredes dos alimentos de origem vegetal.
Hoje em dia, as fibras alimentares têm sido muito estudadas, devidos as suas propriedades e benefícios à saúde. Estão associadas à regulação do funcionamento intestinal, a prevenção e ao tratamento de várias doenças entre elas: diverticulite, câncer de colon, obesidade, doenças do coração e até o diabetes.


As fibras podem ser classificadas como fibras solúveis ou insolúveis de acordo com a solubilidade de seus componentes na água:

- fibras solúveis agem no intestino reduzindo o tempo de trânsito intestinal aumentando a saciedade e sua ação também está relacionada com a redução das concentrações do LDL colesterol. Além disso, as fibras solúveis podem auxiliar no controle do diabetes tipo 2. São encontradas principalmente nos legumes, aveia, leguminosas e frutas como banana, maçã e pêra.
- fibras insolúveis também agem no intestino diminuindo a fermentação, aumentando a absorção de água e reduzindo o tempo de trânsito tornando a eliminação das fezes mais fácil e rápida. Além disso, o consumo deste nutriente está relacionado com a diminuição do risco de desenvolvimento de câncer. Estão presentes nos derivados de grãos inteiros, como os farelos, e também nas verduras.

Para garantir os benefícios das fibras, é importante o consumo de pelo menos 25 gramas por dia e para garantir seus benefícios é fundamental beber em média dois litros de água por dia.

Seguem algumas sugestões de como incluir mais fibras na rotina alimentar:

- Procure consumir pelo menos três porções de frutas por dia, de preferência com casca e bagaço;
- Inclua um prato de salada com folhas e legumes crus no seu almoço e jantar;
- Aumente o consumo de cereais matinais integrais;
- Acrescente farelo de trigo ou aveia ou semente de linhaça em seus sucos ou iogurtes e
- Prefira os alimentos na sua forma integral como: pães; arroz, macarrão, biscoitos e bolos integrais.

sábado, 3 de abril de 2010

Rotulagem de alimentos

O "rótulo" é o "Bilhete de Identidade" de um produto, por isso, para além da função publicitária, o rótulo deve veicular informação que ajude o consumidor a fazer uma escolha adequada e que o ajude a utilizar o produto que compra da forma mais correcta, ao nível de conservação e consumo.
Assim, a informação deverá ser apresentada de forma completa, verdadeira e esclarecedora e que esteja bem clara a informação correspondente à composição, qualidade, quantidade, validade ou outras características do produto.
O que é a rotulagem?
Conjunto de menções e indicações, inclusive imagem e marca de fabrico ou de comércio, respeitantes ao produto alimentar, que figuram sobre a embalagem em rótulo, etiqueta, cinta, gargantilha, letreiro, ou documento, acompanhando ou referindo-se ao respectivo produto.


É obrigatório que o rótulo contenha:


Denominação de venda - Designação do produto pelo seu nome comum (bolacha, carne, gelado, ovos, etc.) ou uma descrição compreensiva do alimento. Não pode ser dissimulada, encoberta ou substituída por marca de comércio ou designação de fantasia. Sempre que o consumidor possa ser induzido em erro, a denominação de venda deve incluir indicação do estado físico do produto (líquido, sólido, …) ou do tratamento específico a que foi submetido (fumado, concentrado, reconstituído, congelado, liofilizado.);


A lista de ingredientes elaborada por ordem ponderal decrescente ;


Quantidade líquida ou quantidade de produto contido na embalagem, expresso em volume ou em massa ;


Prazo de validade é estabelecido pela entidade responsável pela rotulagem - o produtor - e pode ser apresentado de duas formas:


A data limite de consumo é apenas utilizada para produtos que facilmente se deterioram (ex. leite, queijo, etc.) e a expressão utilizada é "Consumir até…", seguida da indicação do dia e do mês;


Ou a data de durabilidade mínima que é aplicada as todos os outros géneros alimentícios através das expressões "Consumir de preferência antes de …" para alimentos quando a data indique o dia (ex. pão de forma, iogurte, …) ou "Consumir preferencialmente antes do fim de…" seguida da indicação do mês e ano, para alimentos com uma duração entre 3 a 18 meses (ex. gelados, congelados, arroz, …), ou simplesmente a indicação do ano para alimentos com uma duração superior a 18 meses (ex. conservas de pescado, mel, …).


Condições especiais de conservação, utilização e modo de emprego. Quando os produtos careçam de especiais cuidados de conservação ou utilização e o seu modo apropriado exija indicações especiais;


Região de origem quando a sua omissão seja susceptível de induzir o comprador em erro quanto à real origem do produto (exemplo: vinho do Porto, pão de Mafra);

Indicação que permita identificar o lote ao qual pertence o alimento.

Nome, firma ou denominação social e morada do produtor, importador ou armazenista, retalhista ou outro vendedor, conforme a entidade responsável pelo lançamento do produto no mercado.

Estão isentos:

Da indicação da data de durabilidade mínima:

- Açúcar;


- Vinho


- Frutos e hortícolas frescos;


- Sal;


- Vinagre;


- Bolos de pastelaria;


- Gelados individuais, etc.

Da indicação da quantidade líquida:

- Os produtos vendidos à peça ou pesados à vista do comprador e sujeitos a perdas consideráveis da sua massa ou volume. Exemplo: alguns tipos de queijo e fruta;

- Os produtos cuja quantidade líquida é inferior a 5gr ou 5ml, com excepção das especiarias e das plantas aromáticas;

- Os produtos habitualmente vendidos por números de unidades, desde que esse número possa facilmente ser contado do exterior ou indicado no respectivo rótulo. Exemplo: ovos.

É obrigatório que o rótulo seja:

Escrito em Português ou, sendo noutra língua, totalmente traduzidas as menções obrigatórias. Exceptua-se a denominação de venda quando não se possa traduzir ou seja internacionalmente consagrada;

As menções obrigatórias devem:

Escritas em caracteres indeléveis, facilmente visíveis e legíveis, em local de evidência e redigidos em termos concretos, claros e precisos, não podendo ser dissimulados ou separados por outras menções ou imagens.

Fonte: Decreto-lei n.º 560/99 de 18 de Dezembro
Helena Cid
Nutricionista e Presidente do Instituto Becel

Fonte: http://www.agroportal.pt/a/2007/hcid2.htm

Guia de bolso Anvisa: http://www.anvisa.gov.br/alimentos/rotulos/guia_bolso.pdf

terça-feira, 30 de março de 2010

Alimentos Com Alegações de Propriedades Funcionais e ou de Saúde

Os alimentos que apresentarem em seus dizeres de rotulagem e ou material publicitário as alegações aprovadas pela Anvisa devem ser registrados nas categorias de “Alimentos com Alegações de Propriedade Funcional e ou de Saúde” ou de “Substâncias Bioativas e Probióticos Isolados com Alegação de Propriedades Funcional e ou de Saúde”. Assim, devem ter registro prévio à comercialização, conforme anexo II da Resolução RDC nº 278/2005.

O registro de alimentos com alegações e a avaliação de novas alegações serão realizados mediante a comprovação de segurança de uso e de eficácia, atendendo aos critérios estabelecidos nas Resoluções nº 17/1999, 18/1999, 19/1999.

Os produtos são avaliados caso a caso e seus processos de pedido de registro devem apresentar as documentações necessárias para a comprovação de sua segurança e eficácia na área de alimentos. As avaliações são realizadas com base na documentação científica apresentada pela empresa.

As alegações aprovadas relacionam a propriedade funcional e ou de saúde a um nutriente ou não nutriente do alimento, conforme item 3.3 da Resolução nº 18/1999. No entanto, a eficácia da alegação no alimento deve ser avaliada caso a caso, tendo em vista que podem ocorrer variações na ação do nutriente ou não nutriente em função da matriz ou formulação do produto.

No caso de associação de nutrientes ou não nutrientes em um mesmo produto, a eficácia da alegação deve ser comprovada no produto, com o uso concomitante dos nutrientes ou não nutrientes.

No caso de alimentos regulamentados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as empresas devem inicialmente protocolar na Anvisa a petição 403, referente à solicitação de “Avaliação de Alimentos com Alegações de Propriedades Funcional e ou de Saúde”. A Anvisa enviará resposta da avaliação para a empresa, com cópia para a área competente do MAPA.

Para a avaliação, é necessário constar no Relatório Técnico as seguintes informações e documentações:

- denominação do produto

- consumo previsto ou recomendado pelo fabricante;

- finalidade, condições de uso e valor nutricional, quando for o caso;

- evidências científicas aplicáveis, conforme o caso, à comprovação da eficácia alegação de propriedade funcional e ou de saúde:

• descrição científica dos ingredientes do produto, segundo espécie de origem botânica, animal ou mineral, quando for o caso;

• descrição da metodologia analítica para avaliação dos componentes objeto da alegação;

• composição química com caracterização molecular, quando for o caso, e ou formulação do produto;

• ensaios bioquímicos;

• ensaios nutricionais e ou fisiológicos e ou toxicológicos em animais de experimentação;

• estudos epidemiológicos;

• ensaios clínicos;

• evidências abrangentes da literatura científica, organismos internacionais de saúde e legislação internacionalmente reconhecida sobre as propriedades e características do produto;

• comprovação de uso tradicional, observado na população, sem associação de danos à saúde.

- informações documentadas sobre aprovação de uso do alimento ou ingrediente em outros países, blocos econômicos, Codex Alimentarius e outros organismos internacionalmente reconhecidos.

Consideram-se evidências científicas as cópias dos artigos originais publicados em revistas de cunho reconhecidamente científico. Portanto, não são válidos como evidências científicas capítulos de livros, artigos de revistas semanais não-científica, dentre outras.

Os artigos científicos em língua inglesa ou espanhola não necessitam de tradução. As cópias dos trabalhos em outras línguas estrangeiras devem vir acompanhadas de tradução, não sendo necessário que seja juramentada.

É de responsabilidade da empresa a apresentação da cópia dos artigos científicos referenciados no Relatório Técnico Científico. Não serão considerados como referências válidas os resumos de artigos e as citações bibliográficas.

Qualquer folheto de informação ao consumidor, que componha a embalagem do produto, ou seja, um instrumento de divulgação do mesmo, não poderá veicular alegações de propriedade funcional ou de saúde diferente daquelas aprovadas pelo órgão competente da Anvisa para constar em sua rotulagem, conforme estabelece o Artigo 23 do Decreto-Lei nº 986/1969.
Fonte: http://portal.anvisa.gov.br/wps/portal/anvisa/home/alimentos?cat=Alimentos+Com+Alegacoes+de+Propriedades+Funcionais+e+ou+de+Saude&cat1=com.ibm.workplace.wcm.api.WCM_Category%2FAlimentos+Com+Alegacoes+de+Propriedades+Funcionais+e+ou+de+Saude%2Fbf42a30040803883a2b0e642f89e3ba5%2FPUBLISHED&con=com.ibm.workplace.wcm.api.WCM_Content%2F95621480400594209c819e54e035b7cb%2F95621480400594209c819e54e035b7cb%2FPUBLISHED&showForm=no&siteArea=Alimentos&WCM_GLOBAL_CONTEXT=/wps/wcm/connect/Anvisa/Anvisa/Inicio/Alimentos/Publicacao+Alimentos/95621480400594209c819e54e035b7cb

quarta-feira, 10 de março de 2010

Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA)




Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA)

O Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) foi iniciado em 2001 pela ANVISA com o objetivo de avaliar continuamente os níveis de resíduos de agrotóxicos nos alimentos in natura que chegam à mesa do consumidor, fortalecendo a capacidade do Governo em atender a segurança alimentar, evitando assim, possíveis agravos à saúde da população.

A ANVISA coordena o Programa em conjunto com as Coordenações de Vigilância Sanitária dos estados da Federação envolvidos no PARA, os quais vêm realizando os procedimentos de coleta dos alimentos nos supermercados para posterior envio aos laboratórios. No final de 2008, foram tomadas ações para ampliação do Programa, sendo que atualmente fazem parte do PARA os seguintes Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Em 2008 foram monitoradas 17 culturas (abacaxi, alface, arroz, banana, batata, cebola, cenoura, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pimentão, repolho, tomate e uva) pelo Programa, com base nos dados fornecidos pela cesta básica do IBGE, utilizada para cálculo da Ingesta Diária Aceitável (IDA), nos sistemas de cultivo e de manejo de pragas das diferentes culturas, além da disponibilidade destes alimentos no comércio dos diferentes estados.



Nota Técnica de Esclarecimento sobre o Risco de Consumo de
Frutas e Hortaliças Cultivadas com Agrotóxicos

Objetivo: esta Nota Técnica visa contemplar questionamentos da população, em relação aos
resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) divulgados,
esclarecendo a população quanto a:
1. Diferenciar agrotóxicos sistêmicos de agrotóxicos de contato
2. Orientação de como tratar os alimentos em relação aos agrotóxicos
3. Quais os agrotóxicos encontrados nos resultados insatisfatórios do PARA e seu
significado.
4. Se os resultados insatisfatórios representam risco à saúde baseado nos conceitos de IDA
e LMR.
I - Lavar retira os agrotóxicos dos alimentos?
NÃO COMPLETAMENTE:
O processo de lavagem dos alimentos contribui para a retirada de parte dos agrotóxicos.
Os agrotóxicos podem ser divididos quanto ao modo de ação entre sistêmicos e de contato. Os
sistêmicos são aqueles que, quando aplicados nas plantas, circulam através da seiva por todos os
tecidos vegetais, de forma a se distribuir uniformemente e ampliar o seu tempo de ação. Os de
contato são aqueles que agem externamente no vegetal, tendo necessariamente que entrar em
contato com o alvo biológico. E mesmo estes são também, em boa parte, absorvidos pela planta,
penetrando em seu interior através de suas porosidades.
Uma lavagem dos alimentos em água corrente só poderia remover parte dos resíduos de
agrotóxicos presentes na superfície dos mesmos. Os agrotóxicos sistêmicos e uma parte dos de
contato, por terem sido absorvidos por tecidos internos da planta, caso ainda não tenham sido
degradados pelo próprio metabolismo do vegetal, permanecerão nos alimentos mesmo que esses
sejam lavados. Neste caso, uma vez contaminados com resíduos de agrotóxicos, estes alimentos
levarão o consumidor a ingerir resíduos de agrotóxicos.
II - Quais os tipos de agrotóxicos estão indo para a mesa do consumidor segundo
os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos -
PARA?
No intuito de monitorar a qualidade dos alimentos no tocante aos resíduos de agrotóxicos, a
ANVISA/MS iniciou em 2001 um projeto de análise de resíduos de agrotóxicos em alimentos. O
Projeto foi consolidado no Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos
(PARA). Relatórios e notas técnicas do Programa, desde o ano de 2001, podem ser consultados
no endereço eletrônico http://www.anvisa.gov.br/toxicologia/residuos/index.htm
O uso indevido de agrotóxicos não autorizados (NA) para as culturas monitoradas, bem como de
agrotóxicos autorizados, porém com resíduo encontrado acima do limite máximo permitido (LMR),
durante o ano de 2007, podem ser observados na tabela 1.
Tabela 1 - Dados consolidados do PARA 2007
Amostras insatisfatórios
Cultura
Total de
amostras
analisadas Total %
IAs encontrados nas amostras
insatisfatórias

ALFACE 135 54 40,00 NA - Ditiocarbamatos, metamidofós,
acefato, clorpirifós
BATATA 147 2 1,36 NA – Endossulfan
MORANGO 94 41 43,62
NA - Metamidofós, Clorotalonil,
Folpete, Tetradifona, Procloraz,
Endossulfam, Acefato, Captana,
Tetradifona, Pirimifós-etílico,
Ciproconazol, Dimetoato, clorpirifós,
Profenofós.
Acima do LMR - Difenocanazol,
Ditiocarbamatos, Iprodiona,
Azoxistrobina, Procimidona
TOMATE 123 55 44,72
NA - Metamidofós, clorpirifós,
monocrotofós, endossulfam
MAÇÃ 138 4 2,90
NA - Azinfós metílico,
lambdacialotrina, diclorvós
BANANA 139 6 4,32
NA - Procloraz, lambdacialotrina,
carbendazim
Acima do LMR – Tebuconazol
MAMÃO 122 21 17,21
NA - Clorpirifós, bromopropilato,
dimetoato, lambda-cialotrina,
endosulfam, carbendazim, acefato,
Acima LMR - tetradifona, clorotalonil
CENOURA 151 15 9,93
NA - Clorpirifós, endosulfam,
acefato, metomil, captana
LARANJA 149 9 6,04
NA - Fenitrotiona, procloraz,
profenofós
Acima do LMR – Triazofós
Total 1198 207 17,28 -
NA - Não autorizado para a cultura; LMR - Limite Máximo de Resíduo Fonte: Anvisa
III - Os resultados insatisfatórios do PARA representam risco à saúde dos
consumidores?
Os resultados encontrados pela ANVISA dividem-se em duas categorias:
a) Resíduos que podem causar dano à saúde porque excederam os limites máximos
estabelecidos em legislação.
b) Resíduos que podem causar dano à saúde porque são agrotóxicos não
autorizados para aquele determinado alimento.
No primeiro caso, que representa cerca de 10% dos resultados insatisfatórios, o uso abusivo dos
agrotóxicos, em desrespeito às indicações da bula de cada produto, e ainda a negligência ao
intervalo de segurança (tempo entre última aplicação e colheita dos alimentos) levam à presença
de resíduos nos alimentos superiores àqueles estabelecidos em legislação e reconhecidos como
seguros, expondo a população a possíveis agravos à saúde.
Ressalta-se ainda que, além do risco à saúde da população em geral, representado pela
ingestão prolongada desses alimentos com agrotóxicos acima do LMR permitido, estes
resultados sugerem que as Boas Práticas Agrícolas não estão sendo respeitadas, podendo isto
representar um aumento do risco à saúde dos trabalhadores rurais. Quem trabalha aplicando
agrotóxicos encontra-se em situação de exposição mais grave do que a da população em geral.
Um dos exemplos detectados pelo PARA de risco à saúde do trabalhador rural é o caso do
metamidofós encontrado no tomate de mesa. O metamidofós, um dos ingredientes ativos
pesquisados pelo PARA, tem elevada toxicidade aguda e neurotoxicidade. Atualmente, é
autorizado para a cultura de tomate industrial em função do modo de aplicação, que deve ser
exclusivamente via trator, pivô central ou aérea. O equipamento de aplicação costal, utilizado no
cultivo do tomate de mesa, não é autorizado para o metamidofós em função da toxicidade para o
aplicador. Desta forma, este ingrediente ativo não está autorizado para o tomate de mesa, cujo
modo de aplicação é menos tecnificado.
O segundo caso, referente aos produtos não autorizados (NA), representa aproximadamente 85
% dos resultados insatisfatórios. Uma vez que não existem estudos que possibilitem estabelecer,
em âmbito nacional, limites de resíduos que representem segurança aos consumidores para
esses produtos, qualquer resultado ‘NA’ encontrado nas análises do PARA pode significar risco à
saúde.
Entre os casos de resultados insatisfatórios existem aqueles agrotóxicos que passaram a ser
proibidos para uma determinada cultura, como é o caso dos ditiocarbamatos para a alface. Em
2005, os ditiocarbamatos passaram a ser proibidos em alface. No entanto, as medidas restritivas
não são incorporadas de imediato pelos agricultores, que ainda não adotaram por completo esta
resolução. Isso explica o súbito aumento no percentual insatisfatório em alface de 2005 em
diante, quando este IA começou a contar como NA.
Ainda refletindo sobre a razão do uso de agrotóxicos para as culturas monitoradas no PARA,
essas culturas possuem ampla oferta de agrotóxicos testados, registrados, com limites
estabelecidos e disponíveis no mercado. Não obstante, as irregularidades mais encontradas são
exatamente referentes ao uso de produtos não autorizados para estes alimentos. Desta forma,
surgem alguns questionamentos que se respondidos poderiam auxiliar na solução deste
problema:
1 - Por que os agricultores têm necessidade de utilizar produtos não autorizados?
2 - Seriam os agrotóxicos já autorizados realmente eficazes para estes alimentos?
3 - A oferta e disponibilidade destes produtos atende à demanda dos agricultores?
4 - Os preços dos agrotóxicos são regulados ou monitorados pelo órgão responsável pelo
registro?
IV - Quais as conseqüências de se ingerir agrotóxicos?
De acordo com os conhecimentos científicos atuais, se ingerirmos quantidades dentro
dos valores diários aceitáveis (IDA) não sofreremos nenhum dano à saúde. Existem
estudos que indicam que, se ultrapassarmos essas quantidades, as conseqüências poderão
variar desde sintomas como dores de cabeça, alergia e coceiras até distúrbios do sistema
nervoso central ou câncer, nos casos mais graves de exposição, como é o caso dos
trabalhadores rurais.
Em geral, esses sintomas são pouco específicos, não sendo possível determinar a causa
baseado apenas na avaliação clínica. Tudo isso vai variar de acordo com diversos fatores, tais
como o tipo de agrotóxico que ingerimos, o nível de exposição a estas e outras substâncias
químicas, a idade, o peso corpóreo, tabagismo, etc.
Para o registro de agrotóxicos no país, é exigida pelas autoridades regulatórias uma série de
estudos com o objetivo de definir o grau de relevância toxicológica do agrotóxico em relação ao
uso, aos limites de resíduos e ao consumo diário. O Limite Máximo de Resíduo (LMR) permitido
é expresso em mg/kg da cultura e a quantidade diária segura para o consumo (Ingestão Diária
Aceitável-IDA) é expressa em mg/kg de peso corpóreo. Os dados para cada ingrediente ativo
estão publicados no link http://www.anvisa.gov.br/toxicologia/monografias/index.htm.
Exemplificando: se um determinado ingrediente ativo contido em um agrotóxico tiver uma IDA
igual a 0,05 mg/kg, significa que uma pessoa de 60 kg, por exemplo, poderia ingerir uma
quantidade máxima de 3,0 mg, diariamente, sem riscos à saúde. Esses valores são definidos
com uma margem boa de segurança para o consumidor.
V - O que é IDA?
É a quantidade máxima de agrotóxico que podemos ingerir por dia, durante toda a nossa
vida, sem que soframos danos à saúde por esta ingestão. Esta quantidade máxima de
ingestão permitida é calculada para cada Ingrediente Ativo - IA (substância principal da
formulação do agrotóxico), expressa no valor que chamamos de IDA (Ingestão Diária Aceitável),
medida em miligramas de IA por quilo de peso corpóreo da pessoa que o ingere (mg/kg).
Em alguns casos, a proibição de um determinado IA para o trato de uma cultura específica devese
ao fato de que, no balanço geral da ingestão de alimentos pela população, este IA está sendo
usado no tratamento de mais de uma cultura e a soma dos resíduos (LMR) encontrados em
todas essas culturas ultrapassa a IDA. Desta forma, as instituições responsáveis pela gestão do
risco à saúde da população devem regular o uso destas substâncias, evitando que a população
seja exposta a uma ingesta deste agrotóxico acima do permitido.
VI - O que é LMR?
O limite máximo de resíduos (LMR) é a quantidade máxima de resíduo de agrotóxico ou afim,
oficialmente aceita no alimento, em decorrência da aplicação adequada numa fase específica,
desde sua produção até o consumo, expressa em miligramas do agrotóxico, afim ou seus
resíduos por quilo do alimento analisado (mg/Kg).
VIII - O que pode ser feito pelo consumidor para diminuir a ingestão de
agrotóxicos?
Optar por alimentos certificados como, por exemplo, os orgânicos, e por alimentos da época, que
a princípio necessitam de uma carga menor de agrotóxicos para serem produzidos. A orientação
é procurar fornecimento de produtos com a origem identificada, pois isto aumenta o
comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com a adoção das
boas práticas agrícolas. Deve-se ainda realizar os procedimentos de lavagem, conforme descrito
anteriormente, para reduzir os resíduos de agrotóxicos presentes na superfície dos alimentos.
IX - Água sanitária remove agrotóxicos dos alimentos?
Até o momento a ANVISA não tem conhecimento de estudos científicos que comprovem a
eficácia da água sanitária ou do cloro na remoção ou eliminação de resíduos de
agrotóxicos nos alimentos.
Soluções de hipoclorito de sódio (água sanitária ou solução de Milton) devem ser usadas para a
higienização dos alimentos na proporção de uma colher de sopa para um litro de água com o
objetivo apenas de matar agentes microbiológicos que possam estar presentes nos alimentos.

Fonte:
http://www.anvisa.gov.br/toxicologia/residuos/not_tecnica_fruta_horti_agro.pdf
http://www.anvisa.gov.br/toxicologia/residuos/index.htm
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